O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 11/09/2020

O utilitarismo é uma doutrina ética proposta pelos filósofos Jeremy Benthan e John Stuart, a qual defende que as ações devem visar a maior quantidade de bem-estar. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que os filósofos pregam, uma vez que o consumo excessivo de carne traz entraves sociais para a sociedade atual e futura, impossibilitando o bem-estar dos indivíduos. Essa realidade se deve, por um lado, do fetichismo da mercadoria e, por outro, do capitalismo. Dessa forma, é importante discutir sobre o tema, visando alternativas para minimizar este cenário.

Primordialmente, é válido pontuar que a criação demasiada de animais causa vários impactos ambientais, tais como: o desgaste do solo, consumo excessivo de água, emissão de gases poluentes etc, além disso as etapas envolvidas na produção da carne gera um alto custo para as empresas. Entretanto, os consumidores não leva em consideração, sendo esta situação definida por Karl Marx como fetichismo da mercadoria, que é quando as etapas da produção envolvidas em um determinado produto são negligenciadas," como se as coisas surgissem do nada". Desse modo, é necessário alternativas para reverter esta situação, visto que o desmazelo dos impactos da produção da carne, pode comprometer as gerações futuras, além de intensificar problemas já existentes.

Ademais, é importante ressaltar que após a Guerra Fria em 1989 o capitalismo se consolidou, tornando o mercado mais competitivo, visando sempre o maior lucro possível. Sob essa ótica capitalista, é notório hodiernamente que o agronegócio vêm se expandindo (sendo ele produtor de vários produtos, entre eles a carne de gado), o que é preocupante, pois este setor esta relacionado a grandes problemas ambientais, além de ameaçar a integridade da floresta Amazônica. Assim, é mister impedir que o avanço do agronegócio propicie danos tanto na flora quanto na fauna, por consequência evitando que o capitalismo existente negligencie o meio ambiente.

Levando-se em consideração o que foi abordado, é necessário que o Governo Federal, via o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias para serem divulgadas nas redes sociais, com a finalidade de explicar e exemplificar, através de uma linguagem simples, as etapas envolvidas na produção da carne e consequências de cada uma, para que assim possa atingir um grande número de pessoas, e propicie a conscientização evitando o fetichismo de mercadoria. Além disso, é mister que o Poder Legislativo, crie leis, com intuito de colocar limites no agronegócio, assim impedindo a degradação do meio ambiente. Assim, a população procurará novos hábitos alimentares e/ou ficará mais crítica sobre a produção da mesma, por consequência proporcionará o máximo de bem-estar para a sociedade atual e futura.