O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 23/09/2020

Desde a formação da sociedade mundial, é evidente o consumo de carne pela raça humana, visto que o homem, ao aprender a sobreviver, ia à procura de carne animal em suas caças. Diante disso, tal aspecto tornou-se algo considerado cultural e, por muitas pessoas, inadequado devido às consequências observadas por tais referentes ao meio ambiente e às vítimas de tal costume, assim, destacando maneiras e benefícios da conscientização dos hábitos alimentares.

Diante desta perspectiva, é possível destacar o fato de que existem pessoas que seguem certa religião, como o Budismo e o Hinduísmo, o veganismo ou o vegetarianismo, cujos os quais não se alimentam de carne ou de comidas de origem animal. Deste modo, muitos tomaram tais decisões por consciência dos impactos provocados pela agropecuária, bem como: escassez da água, altos níveis de desmatamento, contribuição para o aquecimento global e ao que realmente passam os animais nos abatedouros.

Isto posto, segundo um relatório feito pela ONU (Organização das Nações Unidas) para a FAO (Alimentação e Agricultura), a abundante produção de carne favorece com 14,5% dos gases (metano e carbono) expelidos na atmosfera, além de causar considerável desequilíbrio ecológico. Ademais, dados apontam que são necessários 200 litros de água para produzir um ovo de granja, já para a produção de 1kg de carne suína são necessários, 5.988 litros e para 1kg de carne bovina, 15.400 litros de água. Em comparação às frutas, que para produzir 1kg de banana, por exemplo, são necessários 790 litros e, para 1kg de laranja, 560 litros de água.

Outrossim, devido ao uso de grande parte de florestas para a criação de pastos, ocorre desconsideração de direitos de povos indígenas, comunidades e trabalhadores, posto que são pressionados pelas indústrias a abster-se de suas moradias, em função da produção agropecuária. Ainda, dados recentes do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – mostram que no ano de 2015 a quantidade total de bovinos no país foi de 215,2 milhões, ao mesmo tempo que a população humana era cerca de 179 milhões. Por esse motivo, o rebanho brasileiro ultrapassa a população humana.

Em suma, o Ministério do Meio Ambiente precisa fiscalizar frequentemente áreas de preservação ambiental e incitar os pecuaristas a fazer o mesmo. Além disso, o Poder Público deve conscientizar-se da atenção com seus hábitos alimentares, observando impactos ao meio ambiente e aos animais, através da transparência necessária por parte das indústrias produtoras, de modo a respeitar os animais e o meio ambiente, obtendo sustentabilidade e limitando a abundante produção de carne.