O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 14/09/2020
Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo com o avanço do sistema capitalista, recaí sobre o homem o compromisso de tornar o mundo mais sustentável. No século XXI, a preocupação com o consumo da carne e a necessidade da redução de sua produção, e demanda por questões ambientais e de saúde, refletem essa realidade.
De início, é notável destacar a questão não sustentável do consumo da carne. Isso porque a quantidade de água necessária para a produção de um quilograma do produto passa de 15000 litros, contando também o imenso desmatamento que acaba ocasionando. Prova disso recai na Amazônia, onde 60% de seu desflorestamento é causado pela criação de campos para manter os gados; são áreas equivalentes a um campo de futebol.
Ademais, cabe ressaltar a questão saudável do consumo desse tipo de alimento. Esse contexto envolve sobretudo a quantidade de hormônios exógenos apresentados nas carnes, causando dificuldade na produção autoimune do corpo, e muitas vezes tornando quase incapaz tratar infecções em pacientes jovens, que são expostos a bactérias resistentes a múltiplas drogas. Sendo assim, tornou-se urgente reconhecer que esse processo resultou hoje em alta resistência a antibióticos e o aumento no colesterol de parte da população.
É preciso que os indivíduos assumam, portanto, sua responsabilidade diante ao grande consumo de carne, uma vez que são causados problemas de saúde e ambientais graves. Sendo assim, desde que haja uma parceria entre governo, comunidade e família, será possível amenizar os problemas ambientais por meio de apresentação de formas de alimentação mais saudáveis e com menos ingestão do produto animal, por meio de campanhas e maior oferta no mercado de produtos que substituam a carne tranquilamente, construindo, assim, um Brasil mais saudável.