O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 15/09/2020
Os movimento da contracultura iniciado nos Estados Unidos na década de 60 representa o questionamento a coisas que até então eram tidas como imutáveis. Dentre esses movimentos, houve o questionamento do consumo à carne e o nascimento do vegetarianismo, como protesto à forma como os animais consumidos são mortos e toda a indústria que há por trás desse mercado. Atualmente, o movimento ganhou outros porquês além dos originais e cresceu para outros países mas, quais seriam os motivos atuais?
De início, a primeira pergunta é: de onde vem a carne que se consome? Geralmente, é proveniente de grandes latifúndios, que enviam os animais aos abatedouros e de lá, a carne vai para uma indústria, que a embalará e enviará para os mercados. Porém, o que não se sabe, é como esses animais foram abatidos, se houve sofrimento. Pensar como esse animal foi morto é o motivo de várias pessoas se tornarem vegetarianas. Ainda, há também a problemática da higiene e o armazenamento, que algo é duvidoso. Então, se tornar vegetariano significa um ato político, em que a pessoa boicota as indústrias, não consumindo a carne e assim, não compactua com os modos dessa produção.
No entanto, outra pergunta que deve ser feita a partir do não consumo de carne é: a falta do consumo de carne faz mal à saúde? A resposta é que na verdade, não, mas há um porém. Na sociedade ocidental, é enraizada a cultura de que apenas o consumo de carne é suficiente para as necessidades de proteínas do corpo humano. A carne fornece as proteínas, necessárias para a estrutura do corpo humano e a falta do consumo dela gera fraquezas e outros problemas de saúde. Assim, se a pessoa não a consome, deve suprir a necessidade da proteína de outra forma, como por exemplo, com o consumo de laticínios e grãos, que fornecem até mais proteína do que a carne e são bem mais nutritivos e diversos, sem matar animais.
Concluindo, o não consumo de carne é mais benéfico do que seu uso por questões políticas e humanas, já que na maioria das vezes, as pessoas que são adeptas do vegetarianismo o são pois são contra os modos de produção dessa carne, e também, porque é mais benéfico e nutritivo para o corpo humano por causa da diversidade de opções de proteínas. Assim, deve haver o maior incentivo à população em prol do vegetarianismo, a partir do maior compartilhamento dos seus benefícios pelas secretarias públicas de saúde (por meio de panfletos e conversas), que devem fazer campanhas com incentivos sobre os benefícios do não consumo de carne para a população (como o aumento da saúde e expectativa de vida), que dessa forma, irá aderir ao vegetarianismo e haverá o melhoramento da qualidade de vida da mesma, assim como o fim do processo macabro do abate dos animais.