O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 15/09/2020

Segundo o filósofo Australiano Peter Singer, “A escravidão animal deveria ser enterrada, juntamente com a escravidão humana, no cemitério do passado”. A crítica, é clara, contra o maus tratos no qual muitos animais estão sofrendo nesse exato momento. Seguindo está linha de pensamento também é preciso dizer que existem problemas no consumo de carne, que não só estão afetando o meio ambiente, mas também estão afetando a saúde animal e humana.

Em uma primeira análise, a criação de gado demanda muito espaço, com o crescimento da demanda da carne estes espaços tem sido ampliados, um dos resultados desta ampliação é o arco sul do desmatamento que pode ser descrito como o avanço do gado pelo centro-oeste em direção ao norte, causando desmatamento, queimadas, morte de florestas e consequentemente da biodiversidade que nela habitava. Além disso, o gado, por serem animais ruminantes, eliminam gases de efeito estufa, como o metano, o que contribui significativamente para o aquecimento global.

Em uma segunda análise, é notório que com o passar do tempo a forma de se consumir carne tem se transformado, surgiu, por exemplo, à carne processada e logo depois os restaurantes “fast-food”, o documentário Super size me : a dieta do palhaço retrata exatamente o como essa nova tendência na alimentação faz mal para a saúde humana, provocando doenças como obesidade, depressão, problemas cardiovasculares, entre outros. Este fato também está ligado à saúde do animal, que é debilitada devido a falta de cuidado e humanidade de determinados criadouros, que provocam estresse, acidentes, maus-tratos e também doenças que acabam contaminando os consumidores, no caso seres humanos.

Portanto, fica claro a importância de se rever o consumo de carne relacionando também a saúde humana e animal. Logo, é necessário que o indivíduo reduza a ingestão de alimentos de origem animal, visto que este ato diminuirá a demanda por carne, dessa forma o avanço do gado diminuirá. Pode ser realizado por meio de um ou dois dias na semana sem consumir carne ou procurar por empresas que usam o método de abate humanitário, diminuindo assim a crueldade animal. Desse modo, assim como Peter Singer sugere a escravidão animal aos poucos será enterrada no cemitério do passado, a saúde humana estará melhor e o meio ambiente sofrerá menos com as consequências do abate animal.