O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 20/09/2020

O consumo de carne animal é um costume existente desde a pré-história perdurando até os dias atuais, sendo uma das tradições mais antigas na humanidade. Porém, com o crescimento populacional e a expansão de pastagens, a produção da proteína animal tornou-se um grande problema de tema ambiental, já que a agropecuária é um dos principais setores responsáveis pelo desmatamento de florestas e a perda da biodiversidade. Ademais, o consumo excessivo dessa proteína, contribui para a ocorrência, a longo prazo, de doenças como a obesidade, colesterol elevado, pressão alta, problemas cardiovasculares, e em casos mais extremos, a morte.

A economia Brasileira tem a sua base estabelecida na agricultura e na pecuária, dominada e controlada por grandes e poderosos latifundiários que ditam as regras e as leis em suas regiões. Por conta disso, cada vez mais, áreas verdes como a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica são desmatadas visando o uso dessas para abrigar milhares de cabeças de gado, automaticamente, diminuindo processos vitais para todos os seres como a fotossíntese e alterando o fluxo de chuvas e o clima. Além disso, as vacas produzem o gás metano que intensifica um fenômeno climático chamado, aquecimento global, levando ao desequilíbrio ambiental. Um fato que comprova tais afirmações é que, segundo o Greenpeace, 60% da destruição ambiental é feita pela agropecuária.

Por muito tempo acreditou-se que a proteína de origem animal seria a mais completa, e portanto, essencial na dieta humana. No entanto, tal alimento, caso ingerido de forma inadequada, é responsável pelo desenvolvimento de diversas enfermidades, já que apresenta grande teor de gordura em sua composição. Adicionalmente, com o avanço tecnológico e a necessidade de maior produção para atender a demanda populacional crescente, formas artificiais para garantir um melhor alimento, fizeram com que a carne fosse cada vez mais alterada e processada, fatores esses, muitas vezes, responsáveis por alterações metabólicas, hormonais e celulares nos animas e nos seres humanos.

Com base nos fatos abordados anteriormente, concluí-se a necessidade de mudanças. O Ministério da Agricultura e Pecuária deve impor medidas que controlem e monitorem a ocupação de áreas indevidas para o estabelecimento de pastagens, visando a preservação florestal. Do mesmo modo, deve aplicar taxas de multas para o fazendeiros que realizarem o uso de locais indevidos, bem como verificar a qualidade da carne, buscando alterações hormonais realizadas artificialmente. Também, deve-se realizar campanhas sobre o consumo consciente da proteína animal e apresentando novos alimentos que a possam substituir, dessa forma, futuramente, os indivíduos terão mais consciência sobre os impactos ambientais e sociais de suas escolhas alimentares.