O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 21/09/2020

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se no Brasil, frequentemente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatando na teoria e não desejavelmente ligada á realidade do país, seja pelo sofrimento desnecessário de outros indivíduos. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, no equilíbrio seja alcançado, é possível perceber que, no Brasil, o sofrimento dos animais rompe essa harmonia, haja vista que o consumo de carne hoje é o maior problema ambiental e social do planeta.

Outrossim, destaca-se a agropecuária como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento observa-se que a agropecuária foi o principal fator para o desmatamento da Amazônia, e á criação de matadouros para o consumo de carne.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem á construção de um mundo melhor. Destarte, o IBMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), deve conscientizar a sociedade limitar o consumo excessivo de animais, promovendo á humanização com relação aos maus tratos aos animais. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.