O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 22/09/2020

Costumes foram, e serão, criados. Dependendo de onde se mora, tem-se um hábito alimentar, em que é “essencial” comer carne vermelha, para que a refeição esteja completa. Esse tipo de pensamento e modo de vida vem, cada vez mais, contribuindo para que o nosso planeta não consiga se regenerar, devidamente, dos problemas gerados, tanto pelos humanos, quando por ele mesmo.

Um estudo publicado pela revista Veja indicou que, na Amazônia, 719 mil quilômetros quadrados de floresta, foram desmatados, e cerca de 62% dessa área é direcionada à ocupação de pasto. Estudos deste mesmo tema são publicados, contudo, não atingem uma grande escala de publico, a ponto de que surja uma medita efetiva da população que, por sua vez, desconhecem o impacto negativo que a pecuária causa ao planeta.

Além dos fatores diretos que causam problemas ao planeta terra, temos o pensamento de grande parte da população, de que é necessário comer carne vermelha. Contribuindo assim, para que essa industria de matanças animais, nunca reduza o seu ritmo. Segundo o IBOPE, no Brasil, em 2018, apenas 14% da população se declarava vegetariana. Ou seja, 86% da população daquele ano, comia carne animal. Não levando em conta que tais alimentos podem ser substituídos por outros com os mesmos valores proteicos, como o ovo, a soja e as verduras. Que, por consequência, auxiliam na melhoria da saúde do individuo.

Portanto, para que os problemas sejam solucionados, medidas devem ser tomadas. Tais como a divulgação em massa - seja pela internet, propagandas na televisão ou campanha nas ruas - dos problemas gerados ao desmatarmos terras para a criação de pasto e das formas que podemos trocar a carne por outros alimentos, mesmo contrariando interesses de grandes industrias pecuaristas. E a população, por sua vez, pode gradativamente mudar seus hábitos alimentares e assim, contribuir para uma melhor vida no planeta.