O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 26/09/2020

A artista, Frida Khalo, em seus autorretratos, demonstrou a necessidade, ao pintar o próprio rosto durante toda a vida, de se debater constantemente determinada matéria, sendo indispensável revê-la por várias perspectivas. No entanto, o cuidado da pintora mexicana não representa a postura social diante do consumo de carne, já que é justamente a falta de reflexão acerta dessa vicissitude que a consolida como problemática no Brasil. Assim, torna-se incontestável que esse panorama tem como consequência o desmatamento e, consequentemente, a incerteza de um futuro com vida florestal.

De início, é notável destacar o consumo exacerbado de alimentos de origem animal causa forte impacto ao meio ambiente, em especial, à floresta Amazônica. Segundo a Green Peace, associação não governamental ambiental, só a pecuária é responsável por pelo menos 60% do desmatamento na mata tropical e, ainda, com aumento gradativo em função do tempo. Além disso, para a fabricação de apenas 1 hambúrguer, de 114 gramas, são necessários cerca de 2,5 mil litros de água, em conformidade com os dados apresentados no célebre documentário “Cowspiracy”.  Com isso, é evidente que se continuar com esse constante crescimento, ao fim, não sobrará nenhuma área Amazônica. Logo, medidas públicas são necessárias para proteger à biodiversidade tupiniquim.

Ademais, são inúmeras às consequências do desmatamento, motivados, principalmente, pelo consumo de animais mortos. Segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do próprio homem”, no contexto do consumo da carne, os hábitos alimentares atuais prejudicarão o futuro, pois, se permanecer dessa forma, a natureza responderá com: alteração do ciclo da água, intensificará o efeito estufa - principal responsável pelo aquecimento global - entre outros. Assim, ao unir todos os efeitos do desmatamento, alcançará uma imensa crise hídrica, maior recorrência de chuvas ácidas e enchentes - algo real em diversos países industrializados. Por tudo isso, faz-se presente que o debate é de extrema importância para reverter esse quadro.

Portanto, a partir do dialogo é possível mitigar, da grande parte da população, o hábito de comer carne em exagero. Para tanto, o Ministério da Educação deve promover a conscientização aos brasileiros sobre os perigos do consumo de carne e as suas consequentes mazelas, bem como a importância de uma alimentação adequada. Tal ação pode ser instrumentalizada em escolas e na televisão - local onde a maior parte da população tem acesso -, por intermédio de nutricionistas, ambientalistas e profissionais do ramo, objetivando a preservação ambiental e uma sociedade com índice baixo de consumo de comidas vindas de animais. Dessa forma, a postura social de Frida Khalo será comum ao corpo civil.