O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 30/09/2020

No século XVIII, na Europa, aconteceu a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e com o uso das máquinas, esse acontecimento foi denominado Revolução Industrial. Isso possibilitou a atual situação da indústria alimentícia no Brasil, que se torna cada vez maior. Conquanto, convém analisar os hábitos alimentares da população, aliada a cultura capitalista ao longo desse interim.

É necessário pontuar, de início que, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o sexto país do mundo que mais nutre-se com alimentos de origem animal. Nota-se que o consumo de carne está diariamente presente na alimentação do brasileiro. Fato recorrente a uma herança cultural dos homens primitivos, além da falsa ideia de que a carne é a única fonte de proteína. Nessa perspectiva, é importante rever os próprios hábitos alimentares, considerando as consequências futuras.

Outrossim, não menos importante, ressalta-se a cultura capitalista associada a ótica bloqueada sob as consequências reais, ambientais e animais. Conforme o Art. 225 da Constituição Federal de 1988 “todos merecem ter o meio ambiente ecologicamente estável”. Diante disso, mesmo assegurados por lei a realização de políticas públicas para garantia do mesmo não possui eficiência e constância que deveria, visto que grandes empresas desmatam, escravizam, contaminam o solo e a água, e aumentam a emissão de gases poluentes que aceleram os efeitos do aquecimento global. Dessa maneira, faz-se necessário investir em campanha para reflexão sobre os limites dessa produção.

Portanto, são necessárias medidas capazes de diminuir essa problemática. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação ministrar palestras e aulas sobre educação nutricional, tal medida deveria ser inserida desde os primeiros anos escolares a fim de elucidar as crianças dos malefícios do consumo excessivo de alimentos de origem animal. Ademais, precisamos refletir sobre a atual produção capitalista, buscando modelos de produção mais responsáveis, sustentáveis e menos impactantes. Assim, teríamos uma sociedade cada vez mais crítica e menos exposta às mazelas capitalistas.