O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 30/09/2020
O filme sul-coreano “Okja” ficou marcada pelo viés da profundidade na relação entre a superporca e de sua cuidadora indo contra uma empresa pecuarista. Esse panorama tem como origem a objetificação dos animais, auxiliando no debate sobre o consumo de carne como questão social. Assim, entre os fatores que contribuem para solidificar essa realidade pode-se destacar o discurso capitalista que visa o lucro e a naturalização da exploração animal.
Em primeiro lugar, cabe abordar a coisificação do animal aliada aos valores capitalistas resulta no consumo exacerbado. Esse cenário ocorre porque fetichização desse alimento como fonte de nutrientes permite uma grande demanda, logo o lucro dessas industrias. Além disso, os diversos abusos e condições precárias nos estabelecimento de abate pode ser exposta no documentário “Parede de vidro” provando a inversão de valores que preza o lucro e não a moral.
Paralelo a isso, vale também ressaltar a naturalização desse proveito somada à ideia do animal como produto aprofunda o consumo desenfreado de carne. Tal pensamento é cristalizado pelo conceituado filosofo Friedrich Nietzsche sobre a vontade de poder, marcada pelo individualismo no qual o paradigma da ambição favorece o ideal de superioridade. Esse pensamento levanta debates morais sobre o antropocentrismo vigente em relações aos outros seres, posto que se estabelece uma hierarquização.
Diante do exposto, é fundamental a discussão sobre o consumo consciente de carne na sociedade em razão tanto econômica quanto social. Nessa lógica, é importante o Ministério da Educação e Cultura usar de meios didáticos, como propagandas ou palestras públicas, para discutir sobre alternativas de alimentações variáveis. Como efeito social, reduzir essa prática na qual prejudica os animais e potencialmente desconstruir padrões dessa alimentação.