O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 12/10/2020
“Não existe morte, há vida, pois a supressão de uma é a condição de sobrevivência da outra”. Quincas Borba, filósofo de Machado de Assis, criou uma teoria que, concorda com a visão do homem diante da questão social da carne. Nesse sentido, é preciso pensar em ideias que visem uma mudança alimentícia e, nos entraves que impedem a realização de políticas de preservação do meio ambiente, principalmente, dos animais.
Convém ressaltar, á principio que, a alimentação, no mundo, é o principal causador de tamanha matança nas fábricas de carne, de acordo com o documentário cowspiracy, o segredo da carne. A população em sua grande maioria acredita que, a carne, é a principal fonte de energia, fato que a biologia prova totalmente o contrário. A maior energia consumida de um alimento, será, sempre, do herbívoro ou, biologicamente falando, do consumidor de primeira ordem. Tal ideia fica claro em um episódio de The walkin dead, em que Alexandria, o reino e Hilltop começa plantar alimentos de subsistência. Dessa forma e, assim como no documentário, fica claro o modo o qual o ser humano pode viver saldável sem ter a carne como prato principal.
Outro aspecto importante, nessa temática, é o fato de que reduzir o impacto ambiental, está além de tomar banhos rápidos ou não comer carne as segundas feiras. É preciso refletir sobre a estrutura explorativa da carne, nessa perspectiva, dizer não á desumanidade, crueldade e barbaridade é concordar com a liberdade de quem não pode pedir socorro. O humanísmo machadiano é um exemplo de como o ser humano enxerga o mundo e, como sua natureza é pensar em si próprio sem refletir sobre outras causas.
Buscando alternativas, a atuação estatal, portanto, deveria garantir, em parceria com o sistema legislativo, a execução de leis, por meio de verbas federais, que garantissem a proibição das matanças gradativamente. Por outro lado, a medida em que essas leis fossem aplicadas, o ministério da saúde junto ás mídias tradicionais, incentivar, por meio de conteúdos, a reeducação alimentar. Dessa forma, a vida seria amplamente preservada.