O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 05/10/2020
A expansão da agropecuária sobre as paisagens naturais do Brasil tem cobrado um preço alto demais para ser ignorado. Em nome do aumento da produção de soja e gado – grande parte destinados à exportação – grandes empresas desmatam, escravizam, contaminam o solo e a água, consumindo boa parte dos recursos hídricos.
Ao longo dos anos tem se mostrado mais como os animais de carne vermelha são maltratados. Além do que foi comprovado recentemente que as queimadas referentes ao Pantanal foram ocasionadas por fazendeiros agropecuários querendo expandir o espaço para o gado. Não se trata de ser contra toda a produção agropecuária, e sim de pensar modelos de produção mais responsáveis, menos impactantes e mais transparentes com os consumidores.
Além disso, o alto consumo de carne pode ser prejudicial a saúde, pois aumenta o risco de doença cardíaca pela quantidade de gordura presente nela, taxas altas de acidez no sangue e também a elevada quantidade de colesterol. Porém, cortar totalmente a carne vermelha da alimentação não é tão benéfico como as pessoas pensam. Claro que tem suas vantagens, mas a carne contém a vitamina B12 que é muito importante para o metabolismo humano, então para uma pessoa vegana, por exemplo, ele teria que comprar essa vitamina para repor ao corpo.
Em conclusão, para conter o avanço extravagante da carne, o que seria apropriado é o Estado proporcionar uma lei que reduza em 50% pelo menos o consumo de carne, diminuindo até o número de lotes que vão aos mercados. Além do mais o Ministério da Saúde poderia advertir mais o quanto o consumo exagerado de carne pode ser muito prejudicial a saúde, através de propagandas, outodoors, e um comunicado em todos os hospitais. Com a finalidade de pelo menos evitar alguma doença mais grave e até um apoio aos agropecuários que desmatam e contaminam nossas florestas.