O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 12/10/2020

No artigo 225º da Constituição Federal Brasileira de 1988, é dito que todo indivíduo tem direito a um meio ecologicamente equilibrado, impondo-se ao Estado e a sociedade defendê-lo. Em análise a isso, fica claro que é dever do Estado informar sobre atos cotidianos que estão prejudicando o meio ambiente. No entanto, tal medida, quando comparada ao alto consumo de carne no Brasil, torna-se falha, isso porque é reduzida ação estação para a conscientização populacional em concomitância com a exiguidade de debates sobre o que isso pode causar futuramente

A priori, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para conscientizar a população sobre como o consumo carnívoro está prejudicando o planeta. Em consonância com o filósofo John Locke, os seres humanos nascem como folhas em branco e, ao longo de suas vidas, vão moldando-se a partir de suas experiências. Dessa forma, quando o Estado não informa ao corpo social o quanto o consumo de carne está sendo prejudicial ao planeta, por exemplo, gerando queimas em biomas florestais para a criação de pasto para gados, coopera-se para a constante destruição do planeta.

Ademais, como consequência do processo supracitado, com a insuficiência de ações governamentais, há também o descaso sobre o que esse consumo pode causar futuramente. Segundo o Greenpeace – organização não governamental que defende a preservação do meio ambiente -, empresas de grande produção de carne desmatam, escravizam, contaminam o solo e a água, além serem responsáveis pela emissão de gases poluentes e aceleração do efeito estufa. Nessa perspectiva, com a exiguidade de informações sobre efeitos que o consumo de carne pode trazer ao meio ambiente, a população fica sem direcionamento de como melhorar sua alimentação para o bem do meio ecológico, desencadeando uma realidade a qual a produção de carne será cada vez maior.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), por intermédio de verbas públicas, criar uma campanha nacional de conscientização alimentícia, criando por meio de programas televisivos e mídias digitais, espaços que possam ser discutidos sobre a necessidade de redução no consumo carnívoro e como tal redução pode ajudar o meio ambiente em diversos aspectos, visando com que não ocorra a constante destruição do meio ambiente e a produção de carne seja cada vez menor, fazendo, dessa maneira, com que o artigo 225º seja cumprido