O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 27/10/2020
A carne e sua ação biológica
A princípio, a pecuária é um dos maiores agente do desmatamento, sendo na responsável por 80% na Amazônia, como é apontado por dados do programa de monitoramento “Terra Classe”, publicados no site “Brasil de Fato”. Porém, a inibição do consumo de carne não deve ser incentivada, considerando que esse alimento possui função nutricional fundamental no corpo humano, além de ter apresentado uma atuação decisiva na evolução.
Segundo estudos publicados na revista “Globo Rural”, a carne é fundamental na alimentação humana devido a sua alta quantidade de proteínas, minerais e vitaminas. Além disso, seus aminoácidos carregam um alto valor biológico (VB), sendo em torno de 70% a 80%, que ultrapassam a quantidade encontrada nos cereais (50% a 60%) e nos vegetais (menor que 50%).
De acordo com pesquisas publicados no site de notícias “DW”, todos os anos morrem 11 milhões de pessoas ao redor do mundo devido à má alimentação. Em relação a esses dados, os especialistas apontam que o alto consumo de sódio e açúcar, ingredientes encontrados majoritariamente em alimentos industrializados, são os maiores motivadores de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e cânceres. Conforme indicam os estudos de Harvard, publicados na revista “Nature”, por meio das proteínas da carne, o cérebro do nossos antepassados pôde obter mais calorias, havendo dessa forma um aumento da massa encefálica. Ademais, os humanos se encontravam em um cenário com alimentos que demandavam muita mastigação e carregavam um baixo índice calórico. Com isso, a carne surgiu como alternativa a essa problemática, ocasionando a diminuição dos dentes e alterando a estrutura craniana e do pescoço.
Portanto, é essencial que o Estado crie programas nutricionais que transmitem para a população a importância e o conhecimento sobre cuidados alimentares, reconhecendo a carne como um valioso componente. Dessa forma, irá se diminuir o número de casos de doenças recorrentes de maus hábitos alimentares, assegurando que unidades de saúde não venham ao colapso, garantindo – se então melhores condições de vida.