O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 16/10/2020

Em 1989, com a queda do Muro de Berlim, a produção de alimentos foi intensificada a fim de abastecer

o Oriente, antes, socialista. Com isso, a cultura carnívora cresceu e desde então, fortifica a problemática ambiental e de saúde.

Em primeiro lugar, para Adam Smith, filósofo escocês, o mercado obedecia as vontades da sociedade, ou seja, a maioria. Diante disso, apresenta-se uma das estimativas populacionais da ONU; cerca de 10 bilhões de habitantes em 2050. Essa situação implicará mais desmatamentos, já que, no Brasil, segundo o WVegan, apenas 14% da população declara-se vegetariana. Ela é agravada, porque há constatações feitas pelo Instituto Ima Vieira, que afirmam que 80% das áreas desflorestadas da Amazônia tem como objetivo tornar-se zonas agropecuárias. Além desse fator, destaca-se a liberação de metano (CH4) pelos ruminantes, que afeta fortemente a camada de ozônio e, portanto, intensifica o aquecimento global. Então, uma alimentação mais variada é extremamente viável e necessária, pois auxiliaria o meio ambiente, a saúde da humanidade.

Em segundo lugar, com o aumento dos pastos, surge a indispensabilidade de mais monoculturas, como de soja e milho, para a alimentação desses animais. No entanto, para que a produção seja rápida e eficientes produtores usam agrotóxicos e fertilizantes que em terceira fase atingem o ser humano e, dessa forma, afetam a saúde dos mesmos a quem pode causar náuseas, vômitos, diarreia, entre outros. Diante disso, pode-se constatar que não há obrigatoriedade em tornar-se vegano ou vegetariano, não obstante, deve-se reconhecer que uma dieta mais vegetal trará benefícios, como maior fonte de fibras e ferro. O balanço correto da alimentação melhora a saúde e  preserva  a fauna e flora do nosso planeta.

Logo, para que a população possa ser apresentada a esses impactos ambientais e de saúde é imprescindível torná-los socialmente acessíveis, por meio de incentivos e conscientizações promovidas por uma parceria entre os ministérios da Saúde e Agricultura, em rede nacional, via rádio e televisão. Desse modo, a sociedade entenderia a importância desse debate e progressivamente alteraria hábitos e pensamentos para um mundo mais sustentável.