O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 18/10/2020
Na obra “O Doador de Memórias”, da escritora americana Lois Lowry, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos, doenças e problemas ambientais. Contudo, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que a autora prega, uma vez que, cada vez mais é possível perceber o aumento no consumo de carne, que está diretamente relacionado ao desmatamento e à enfermidades que afetam a saúde humana.
Em primeiro plano, observa-se que o crescente consumo de carne provoca danos graves à sociedade. De acordo com a Organização das Nações Unidas, a ingestão de carne cresce em uma taxa de 10% ao ano, com isso aumenta o desmatamento para criação de animais, gases do efeito estufa e o consumo de água. Decerto, devido à falta de medidas efetivas, essa problemática se perpetua no mundo. Destarte, medidas urgentes são necessárias.
Em segundo lugar, é imperativo afirmar a relação da ingestão de carne com doenças que afetam os humanos. Segundo o médico oncologista Drauzio Varella, a ingestão crônica de proteína animal está relacionado ao aumento da incidência de câncer na cavidade oral, estômago e intestino. Sendo assim, seu consumo exagerado é nocivo à saúde e, por isso, deve ser reduzido. Desse modo, faz-se mister a reformulação desse costume prejudicial.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para reduzir a problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Agricultura e Pecuária, junto ao Ministério da Saúde, incentivar o aumento do consumo de peixes e aves diminuindo seus preços, pois são proteínas de menor impacto para o meio ambiente e mais saudáveis para o ser humano. Isso pode ser feito por meio de isenções fiscais em rações e impostos sobre circulação de mercadorias (ICMS) para os criadores. Dessa forma, o problema será minimizado.