O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 22/10/2020
No Neolítico, o consumo de carne era sustentável devido à baixa demanda, ocasionada por uma população humana pequena. Isto perdurou até o final do renascimento, entretanto, com a urbanização proveniente das revoluções industriais aumentou a população humana em bilhões e por conseguinte sua alta demanda por carne, transformando a pecuária na antagonista do desenvolvimento sustentável.
Vamos usar o Brasil como exemplo. Responsável por aproximadamente 20% da biodiversidade terrestre do mundo sendo ela consumida diariamente pela pecuária e cultivo de soja, é uma perda irreversível para todos e ainda assim o fazem, sendo a criação de animais, como o gado, o principal ente causador. Gado esse que necessita de muitos recursos naturais e uma vasta área, de modo que, a pecuária é responsável por 70% do desmatamento do Brasil segundo a Florest Trends, Sufocando uma terra que poderia ser usada para alimentar quase toda américa latina se fosse usada para o plantio.
Com o decorrer das décadas esse comercio de carne vai estar comprometido, seja pela falta de área, seja por uma demanda ainda maior do que a que temos hoje, segundo dados fornecidos pela Greenpiece para conseguir manter a demanda por carne até o ano de 2050 seria necessário que a pecuária ‘devora-se’ todo o serrado e grande parte da Amazônia.
Sem alardes, é possível sim viver sem carne. O primeiro passo da mudança começa conosco. Aderir a uma dieta sem carne é apontado por estudos como algo mais saudável. O que destaca a carne de um ponto de vista nutricional é a proteína, mas esse nutriente pode ser facilmente encontrada em outro alimentos e até animais como gafanhotos que tem o dobro de proteínas em comparação a carne vermelho.
Um estilo de vida mais saudável e que agrida menos a natureza caminha de mãos dadas, ser vegetariano ou vegano eventualmente se tornará a única saída para esse conflito.