O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 28/10/2020
Os dentes caninos humanos servem para furar, segurar e rasgar alimentos, um indicativo da existência de uma adaptação ao consumo de certos alimentos como por exemplo a carne animal. Nota-se, assim, que à evolução moldou determinadas características fisiológicas, pois o consumo de produtos de origem animal provinha a subsistência das sociedades caçadoras-coletoras. Hodiernamente, observa-se em voga à discussão sobre o consumo de carne, que antes de tudo trata-se de uma escolha pessoal do individuo, que leva em conta questões como preferências e necessidades, devendo antecipadamente conhecer sua importância em uma dieta saudável.
Em primeiro lugar, é necessário destacar que o consumo de carne faz parte de uma dieta balanceada que contribui para suprir os requerimentos de nutrientes essenciais e importantes a saúde humana. Logo, sua importância torna-se relevante à qualidade de vida, por deter diversos benefícios nutricionais, como as proteínas, fundamentais para o crescimento, desenvolvimento e manutenção do organismo. Dessa maneira, nota-se que atitudes extremas como a interrupção do consumo de carne traz riscos a saúde, um vez que proteínas de origem vegetal apresentam menor biodisponibilidade (proporção de um alimento disponível ao organismo como nutriente absorvido), devendo então, cada pessoa mensurar os benefícios do consumo de carne e riscos em uma interrupção abrupta
Ademais, a alimentação dos humanos é determinada pela biologia/natureza e pela cultura que devem serem estimuladas seguindo hábitos saudáveis Assim, a necessidade proteica pelo consumo deve ser respaldada de uma escolha consciente que leve em conta quantidades recomendadas e preferência pelas carnes in natura. Por isso, é importante romper ideias radicais e defender o equilíbrio; consoante, Carlos Drummond, expôs em um de seus poemas que existem situações na vida que se apresentam como pedra, ou seja, um empecilho. À vista disso, para remover tais obstáculos é necessário a consciência da individualidade das escolhas, a escola e sociedade devem cooperar para desmistificar preconceitos, através por exemplo, da propagação do conhecimento sobre a importância dos alimentos.
Fica nítido, consequentemente, que o consumo de carne é inerente ao ser humano e advêm desde os tempos primórdios, sendo de expressivo valor a saúde humana. Há de se considerar, os riscos de sua exclusão do cardápio e notoriedade de seu consumo, devendo a escola e a sociedade o respectivo ensinamento sobre alimentação e o respeito as escolhas. Tais ações levam a aceitação das particularidades das preferências, como resultado se terá uma sociedade que respeita as diversas formas de alimentação.