O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 29/10/2020
O assassinato em massa acarretado pela indústria da carne
Nos últimos 50 anos o consumo de carne aumentou drasticamente e sua produção hoje é quase cinco vezes maior do que no início dos anos 1960, aproximadamente de 70 milhões de toneladas, passou para mais de 330 milhões em 2017, e a tendência é que os índices aumentem cada vez mais com o passar dos anos. Além disso, apenas no Brasil há 81% de pessoas que consomem carne e somente 14% não adeptos à carne. Será mesmo que é necessário assassinar 834 mil animais por dia para saciar uma espécie no planeta?
De fato, inúmeras espécies estão sendo extintas por minuto, a indústria da pesca é a que mais mata e destrói espécies por ano. Além de que o ser humano obriga os animais a produzirem filhotes para depois comê-los e matar seus descendentes. Essa prática facínora mata espécies, destrói matas para fazer pasto, provoca aumento de gás metano e gastos estrondosos de água. Ademais, o ser humano não precisa de carne para viver, as proteínas vegetais são ótimos substitutos e garantem uma melhor saúde para as pessoas.
O consumo de carne eleva os níveis de colesterol no sangue, aumentando o risco de desenvolver doenças cardíacas. A exclusão da carne pode diminuir até 35% o colesterol, assim como, diminuir índices de assassinato animal, contribuir para o meio ambiente e gerar inúmeros benefícios ao organismo.
Contudo, o planeta necessita que as pessoas parem de consumir carne, pois a exploração diária do ser humano está gerando impactos que podem ser piores no futuro, como a destruição das florestas, extinção em massa das espécies e desperdício incomensurável de água. Os governos deveriam incentivar o vegetarianismo ou o veganismo, educando a população aos novos hábitos, para tentar prevenir danos futuros no planeta e sofrimento de animais.