O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 03/11/2020
A questão do consumo da carne, apesar de não ser amplamente discutida, é um problema muito expressivo no Brasil atualmente. A gravidade do quaro é evidenciada pelos dados da Greenpeace: em razão do aumento da produção do gado, grandes empresas desmatam, exploram trabalhadores, contaminam a água e o solo e, ainda é o maior responsável pelo consumo dos recursos hídricos do planeta. Nesse contexto, percebe-se a importância de discutir sobre os hábitos alimentares e convém analisar como a falta de informações sobre como processo produção e de consumo da carne mostra-se como o principal responsável por esse problema, e como isso afeta a sociedade.
Em primeiro lugar, é primordial entender a razão pela qual essa situação existe. Para tanto, é necessário destacar que a ignorância dos indivíduos acerca do processo de produção e consumo da carne é o maior responsável que contribui para a manutenção desse problema. Isso ocorre devido a falta de instruções dos âmbitos escolares, que não enfatizam como a carne representa muito mais que um simples prato da culinária brasileira, haja vista que esse alimento está dentro de um sistema que gera capital injusto, conhecido por ser baseado na exploração de milhares de trabalhadores, extrapola os limites de consumo de água e ainda, como comprova a Química e a Biologia, induzem o aquecimento global, devido os gases liberados pelo gado - como o metano - e pelo excesso de desmatamento.
Em uma segunda análise, é importante entender as consequências dessa conjuntura. Sobre essa perspectiva, o documentário “Cownspiracy”, baseado em um estudo detalhado com dados científicos, mostra como para produzir 114g de carne requer 2,5 mil litros de água. Tal fato é assustador, considerando a baixa quantidade de água doce disponível no planeta: cerca de 2,5% do total. Além desses dados, um impacto negativo do consumo de carne é que esse alimento é o maior causador de diabetes - doença que agora está classificada pela Organização Mundo da Saúde (OMS) entre as dez doenças que mais matam no mundo. Diante do exposto, e sabendo que esses são apenas alguns dos muitos exemplos preocupantes, é esperado que as consequências aqui mencionadas abram espaço para uma reavaliação dos hábitos alimentares.
Torna-se evidente, portanto, que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, insiram na grade escolar - e em todos os níveis de escolarização - uma disciplina que discuta sobre hábitos alimentares e sua importância no sentido orgânico e social. Isso deverá ser feito por mio de políticas públicas, com a finalidade de instruir os alunos sobre o sistema alimentício, e assim, formar cidadãos mais conscientes dos impactos que uma alimentação pode trazer para a sociedade.