O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 09/11/2020

O documentário “Que Raio de Saúde”, lançado em 2017, aborda o elo existente entre o consumo de carnes, as doenças e os bilhões de dólares que movem o sistema de saúde, propagando hábitos alimentares prejudiciais para a vida humana. Fora das telas, o consumo de proteínas é uma questão social pouco debatida. Contudo, esse consumo é feito de modo imprudente, o que corrobora para má qualidade de vida dos indivíduos, além da degradação do meio ambiente por meio da indústria pecuária, consequentemente, uma problemática a ser resolvida.

Em primeira análise, urge citar que a ingestão de carnes e derivados processados é extremamente danosa à saúde humana. Nessa perspectiva, a OMS divulgou um alerta, em 2015, referente ao consumo exagerado de queijos e carnes processadas (Salsicha, Bacon, Linguiça, Salame etc), estes podem aumentar a chances do indivíduo ter doenças como o câncer, diabetes e pressão alta, danos que podem ser comparados ao do fumo. Sob esse âmbito, é válido questionar o estilo de vida que estamos habituados a levar, uma vez que consumir carne vermelha, frango e processados é algo essencial no cotidiano, mas praticar exercício físico e comer vegetais são hábitos cada vez menos praticados.

Ademais, é pertinente salientar os impactos causados ao meio ambiente por conta da produção de carnes, que por sua vez, não é sustentável. Essa lógica pode ser confirmada por alguns dados divulgados em 2016, pela SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira), segundo eles, para produção de 1kg de carne bovina é preciso gastar cerca de 17 mil litros de água potável e emitir no ar 14kg CO2, colaborando diretamente para o aquecimento global. Além disso, a SVB assegura que a pecuária é responsável por grande parte do desmatamento da floresta Amazônica, cerca de 70% da terra desmatada é utilizada como pasto para rebanhos bovinos. Assim, é necessário diminuir o consumo de carne para a prevenção do meio ambiente, bem como para melhoria dos hábitos alimentares.

Portanto, para que as gerações futuras sejam mais conscientes e saudáveis, medidas devem ser tomadas. As organizações responsáveis pela produção de carnes, produtos enlatados, frangos, queijos e processados deve agir por meio de um projeto, disseminado pelos veículos midiáticos (TV, Rádios, Redes Sociais etc), expondo em comerciais os danos causados pela produção excessiva de carnes, além de pautar através de relatos de pessoas que aderiram à uma dieta saudável os malefícios gerados por ter uma alimentação hiperproteica, estes devem propor as famílias um desafio, baseado na hashtag “hábito saudável”, que seria não comer carne durante um dia da semana, a fim de estimular um novo hábito na sociedade atual, de modo prudente, seguro e consciente.