O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 06/11/2020

O consumo de carne tem se tornado tema de várias discussões e conflitos, resultado da contraposição de ideias, sendo elas o estilo de vida vegetariano, representado por pessoas que optam por não ingerir carnes, e o estilo de vida baseado em dietas que retiram as fontes de carboidratos e o principal componente das refeições é a carne. Nesse sentido, a solução para chegar a um consenso e equilibrar o consumo é a conscientização da população, visto que o consumo e a consequente produção são proporcionais e estão diretamente ligados aos consumidores.

Em primeira análise, segundo um artigo de Lucilia Diniz, houve um aumento significativo no consumo de carnes em países como a China, a Índia e o Brasil, justificado pela ascensão de uma nova classe média. Além disso, no Brasil, recentemente, tornou-se popular o estilo de vida que reduz ao máximo o consumo de carboidratos, principalmente os industrializados, e tem a carne como base da dieta, que é reforçada pela cultura de que a maior fonte de proteína é a carne. Entretanto, há pesquisas que comprovam que a ingestão de alguns insetos e algas fornece uma quantidade muito maior de proteínas, exemplificado pela comparação dos aminoácidos necessários encontrados em uma vaca inteira e em um grilo, visto que este fornece o dobro do que seria fornecido pela vaca, desmistificando a ideia que reforça a disseminação de dietas “Low Carb”, do inglês, baixo teor de carboidratos.

Em segunda análise, é importante destacar que, além do consumo de carne estar associado à questão cultural, há também a produção, que traz vários prejuízos ao meio ambiente, dentre eles a necessidade de uma área extensa para a criação dos animais, o consumo elevado de água e os problemas que envolvem a liberação do gás metano, contribuindo para o aumento do aquecimento global, compactação e acidez do solo, no caso do gado bovino, cujas excretas são responsáveis por tornar o solo mais ácido e a área usada para o pasto fica compactada devido ao peso dos animais. Baseados nos malefícios da produção e na causa animal, os vegetarianos e veganos vêm tentando levar esse modo de vida para mais pessoas. Inspirado na ideia, o Greenpeace (ONG) participou do Dia Mundial Sem Carne, que acontece no dia 13 de junto, pró-redução do consumo animal.

Portanto, cabe às ONG’s (Organizações Não-Governamentais) promover campanhas que incentivem o consumo consciente e a redução da produção, a fim de minimizar os impactos causados no meio ambiente, por meio de movimentos como o Dia Mundial Sem Carne e alguns debates e palestras com o objetivo de informar, de modo que conscientizem a população, visto que o principal elo para que haja melhora na questão do consumo de carne são os próprios consumidores e, uma vez que não há consumo, consequentemente também não há produção.