O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 08/11/2020
O filósofo Jean-Paul Sartre dissertou acerca do comportamento coletivo, evidenciando-o sobre o real caminho para o progresso de uma nação, a fim de alcançar o bem-estar social. Análogo a isso, nota-se uma grande discussão coletiva sobre os hábitos alimentares na atualidade, sobretudo o questionável consumo de carne. Com isso, em vez de trabalharem como estratégias efetivas, os mecanismos sociais aliados à razão estrutural acabam por contribuir com o cenário atual.
Primeiramente, é importante debater sobre os impasses desse fenômeno. De acordo com o site Inu, a pecuária é responsável por cerca de três quintos do desmatamento da floresta amazônica. Esse dado evidencia a baixa eficiência dos mecanismos de auxílio, como o Governo em administrar e fiscalizar corretamente a indústria agropecuária, uma vez que há a persistência de uma crescente demanda de carne, o que acarreta na destruição de florestas e na diminuição da água, segundo a Organização das Nações Unidas. Diante disso, a ausência dessas medidas de vigilância afeta diretamente os problemas do mau hábito alimentar mundial.
Além disso, é cabível afirmar que essa situação da normalização do ato de comer carne acontece devido à razão estrutural que é o Fato Social. Segundo Durkheim, “o Fato Social é a maneira coletiva de agir e pensar, dotada de coletividade e coercitividade”. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que a lenta mudança na mentalidade de parte da sociedade sobre a importância da diminuição do consumo de carne, tanto em razão do meio ambiente, quanto dos maus-tratos aos animais nos abatedouros, aumenta a problemática. Por conseguinte, a inserção do papel dos vegetarianos precisa ser disseminada para que esse pensamento seja adotado pela maioria da população naturalmente.
Portanto, torna-se clara a relevância da adoção de medidas para esse problema. Logo, o Governo de cada nação deve elaborar uma legislação mais rigorosa que reforce os impactos e uso consciente das indústrias agropecuária e da população sobre o consumo exacerbado de carne, por meio de especialistas em segurança dos animais, como zootecnistas com o fito de amenizar o problema dos maus-tratos e desmatamentos causados por essa indústria. Dessa forma, aumentará o bem-estar social descrito por Sartre.