O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 10/11/2020

No livro A Revolução dos Bichos, de George Orwell, é retratado um futuro distópico em que os animais decidem fazer uma revolução. Na obra, os porcos estão cansados de serem explorados, sendo assim, eles se unem e expulsam o Sr. Jones, dono da granja. Embora tal narrativa seja ficcional, o consumo de proteína animal no Brasil é um impasse, na medida que a falta de conscientização causa a degradação do ecossistema.

Em primeiro plano, urge analisar que o uso de carne ocorre por uma questão cultural. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o sexto país do mundo que mais utiliza alimentos de origem animal. Nesse contexto, percebe-se que a comunidade não deixa os ‘’velhos’’ costumes, refletindo a cultura de um povo que pensa a curto prazo, usando indiscriminadamente recursos naturais, condenando o futuro e a consciência sustentável. Assim, é de extrema importância ter conhecimento sobre as consequências da produção, fazendo com que a população seja conscientizada.

Em segundo lugar, torna - se importante destacar os efeitos da degradação. De acordo com o filósofo Heráclito Éfeso, nada é permanente, salvo a mudança, ou seja, todavia, ainda há esperanças de uma modificação nas convenções alimentares. Essa transformação é totalmente necessária percebendo - se que os animais são maltratados apenas para satisfazer as vontades humanas, também ligadas ao “status” como ostentação do produto. Consequentemente, há o avanço dos problemas ambientais, como desmatamento, escassez de água e o agravamento dos gases emissores do efeito estufa.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o empecilho. Para isso, o governo deve propor mais conhecimento sobre tal panorama por meio das mídias, fazendo com que a sociedade perceba a diversidade alimentar. Além disso, inserir aulas de educação nutricional nas escolas e sugerir a diminuição do preço dos produtos naturais, visando maior acessibilidade. Desse modo, o desejo incontrolável por carne será reduzido, amenizando os impactos ambientais e disponibilizando um hábito melhor à comunidade. Além disso, os animais não serão mais abatidos e a problemática não será mais um atalho para a evolução da sociedade brasileira.