O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 12/11/2020

Com o advento das Revoluções Industriais, a produção em massa e o fortalecimento do capitalismo aliado às mídias e propagandas , o consumo exagerado de carne teve um grande crescimento. A superprodução de carne induzida do consumo excessivo humano tornando-se um hábito cíclico, o qual afetará de modo negativo o mundo. Com o exagerado consumo de carne, vem o aumento da obesidade em todo o mundo,  que é uma preocupação da Organização Mundial da Saúde,que vê um surto epidêmico da doença.

Com a superprodução de carne , o preço vira mais acessível para a sociedade e cerca de 81% de pessoas no Brasil comem carne todos os dias de acordo com estudos.Tais taxas vêm aumentando pelas causas de maus hábitos de origem da rotina trabalhista,de consequência,a falta de tempo torna os fast foods mais beneficiados ao “rapido e facil”.De acordo com a ONU,em 2050 o planeta terá quase dez milhões de habitantes,se quisermos equilibrar tal demanda pelo uso da carne animal o resultado será o desastre total das florestas,solo e água pelos avanços pecuários.

É muito pouco discutido em escolas , sobre o hábito alimentar e sua importância , e com isso a taxa de obesidade sobe e na maioria das vezes muitas delas são crianças. Segundo dados do Ministério da saúde,a obesidade cresceu quase 60% no país em dez anos,passando de 11,8% em 2006,para 18,9%,em 2016 e em 16,33% delas são crianças. Além disso, é pouco discutido sobre a crueldade em que é feita o abatimento dos animais , e isso só acontece para satisfazer as vontades humanas.

Em síntese, é dever do governo propor mais conhecimento sobre tal panorama, a favor da sociedade perceber as diversidades nas comidas, por meio de integrar aulas de educação nutricional nas escolas e valorizar mais os produtos naturais nos supermercados diminuindo seu preço. Esta proposta tem a finalidade de reduzir o desejo insaciável de consumir carne e a mudança e diversificação de novos alimentos. Além de que diminuirá o sacrificamento de espécies e a diminuição na taxa de obesidade.