O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 13/11/2020
O Filosofo Antístenese, ao postular o cinismo, defendeu que não é necessário bens materiais para ser feliz. Contudo, o consumo de carne em demasia é intrínseco a sociedade contemporânea e tal fato ocorre não apenas por haver incentivo para essa pratica, como, também, por ocasionar prazer aos indivíduos. Por tanto, é necessário encontrar caminhos para combater os consumos carne em excesso da sociedade brasileira.
De acordo com os pensadores da escola de Frunkfurt, o capitalismo e a industrialização levaram à formação da Industria Cultural. Esta, proporcionou a produção em larga escala e, além disso, a valorização do sabor mesmo ele sendo artificial e a propagação de uma ideologia de consumo. Nesse sentido, uma vez que a educação no Brasil encontra-se em estado de anomalia, o pensamento crítico não é devidamente trabalhado e os cidadãos são facilmente influenciados a consumir, o que leva a perpetuação do problema.
Ademais, conforme Epicuro, os indivíduos devem se prender aos prazeres considerados douradores para serem felizes. No entanto, atualmente, os cidadãos buscam prazer no consumo nos alimentos, apesar de ser bom para eles. Geralmente, se alimentam de forma errada, podem comer outros alimentos com mesmo valor nutricional que a carne, e que é responsável pela emissão de gases poluentes e acelera os efeitos do aquecimento global.
Diante do exposto, concluir-se que ser necessária a criação de medidas para amenizar a situação. Primeiramente, o Ministério da educação deve promover palestras sobre o consumo e suas consequências, a fim de fazer com que os alunos consumam menos e de maneira consciente. Da mesma forma, o Ministério da Publicidade deve incentivar empresas a fazer publicidade, mostrando também, que a carne pode gerar problemas para nosso planeta, e que uma mudança da sua alimentação pode gerar uma grande transformação para as gerações.