O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 13/11/2020
A série “Explicando” deflagra a superprodução de carne induzida do consumo excessivo humano tornando-se um hábito cíclico, nesse âmbito, a ficção alerta à sociedade sobre os efeitos colaterais que essa mazela proporcionará ao meio ambiente caso não amenizado: efeito estufa, desmatamento e extinção de animais. Nesse contexto, questões como os possíveis riscos a saúde e a relação ‘‘consumo de carne e fome’’, devem ser devidamente compreendidas e argumentadas.
Em primeira análise, é importante ressaltar os malefícios que esse hábito alimentar causa na saúde. A vista disso, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) 70% das doenças surgidas desde 1940 são de origem animal, a exemplo o covid19 e a gripe suína, a primeira originada por Pangolins, animais vendidos ilegalmente na China pela sua carne, escamas e uso na tradicional medicina chinesa, a segunda, causada pela cepa de vírus H1N1, que começou em porcos, animais comercializados por sua carne. Ademais, ambas foram declaradas, pela OMS em situação pandêmica, a H1N1 (gripe suína) em 2009 e o novo coronavírus em 2020. Logo, percebe-se os riscos trazidos pelo consumo de carne aos seres humanos.
Paralelo a isso, convém ressaltar que, ainda segundo a ONU, não há recurso o suficientes para produzir a carne necessária para a alimentação, plena, da população mundial, o que refuta o argumento de que a diminuição da produção de carne causaria fome no mundo. Além de que o consumo desta traz malefícios a Terra, uma vez que, para produzir 1 kg de carne, estima-se um consumo de 15 mil litros de água na cadeia de produção, desde a parte de ração, insumos, processamento e lavagem. Então, antes da carne chegar no mercado e a gente consumir, esse consumo de água dos bastidores, o que é denominado de água virtual.
Em síntese, é dever do governo propor mais conhecimento sobre tal panorama, a favor da sociedade perceber as diversidades alimentícias, por meio de integrar aulas de educação nutricional nas escolas e incentivar produtos naturais e até mesmo aqueles que imitam o sabor da carne através da soja, diminuindo seu preço. Essa proposta tem como finalidade, reduzir o desejo incontrolável por carne e disponibilizar opções variadas e acessíveis de produtos alternativos, desse modo, caso aprovada, amenizará com os efeitos do empecilho, além de não só disponibilizar um hábito melhor ao meio ambiente, mas também a saúde da população.