O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 13/11/2020

Segundo o filósofo grego Pitágoras “Enquanto o ser humano for implacável com as criaturas vivas, ele nunca conhecerá a saúde e a paz. Enquanto os homens continuarem massacrando os animais, eles também permanecerão matando uns aos outros. Na verdade, quem semeia assassinato e dor não pode colher alegria e amor.”. Essa frase evidencia que a crítica ao consumo de animais não é contemporânea, pois provavelmente já era pensada e discutida em tempos remotos. Esse hábito de consumo desenfreado de carne na sociedade atual promove não só problemas na saúde da população, mas também traz consequências naturais.

Em primeiro plano, vale citar o livro “Pandemias, saúde global e escolhas pessoais” , que mostra a relação entre os surtos de doenças nas últimas décadas e a criação e consumo de proteína animal. Segundo a autora, Cyntia Paim, grande parte das doenças emergentes e reemergentes são provenientes dos animais. “Quanto mais consumo existir, mais sistemas de criação serão necessários, maior a população de animais e, com isso, maior a probabilidade de que estes eventos ocorram naquelas populações.”.

Em segundo plano, vale lembrar que o alto consumo de carne no Brasil e no mundo, associado a técnicas arcaicas de produção, leva à retirada das florestas. Tal fato é comprovado pelo INPE [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais] e pela Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], que mostram que 80% do desmatamento na região amazônica é em decorrência da atividade pecuária, visando a abertura de terrenos para a criação de gado. Como se não bastasse isso, a produção excessiva de alimentos de origem animal é responsável pela emissão de gases poluentes e acelera os efeitos do aquecimento global.

Portanto, nota-se que uma medida deve ser tomada. o Governo, juntamente com os grandes produtores agropecuários, devem assumir o compromisso com uma produção menos impactante ao meio ambiente e uma relação mais honesta e transparente com seus consumidores. Por meio de mídias sociais e campanhas educativas, a redução do consumo de carne deve ser incentivada, com a finalidade de assim tentar frear o consumo e produções excessivas. Além disso o Ministério do Meio Ambiente, devem, por meio de políticas mais severas, punir os criadores de animais que retiram as florestas, visando reduzir as taxas de desmatamento.