O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 13/11/2020
No livro A Revolução dos Bichos, de George Orwell, é retratado um futuro distópico em que os animais decidem fazer uma revolução. Em meio a isso, os porcos estão cansados de serem explorados, sendo assim, eles se unem e expulsam o Sr. Jones, dono da granja. Embora tal narrativa seja ficcional, o consumo de proteína animal no Brasil é um impasse, na medida que a falta de conscientização causa a degradação do ecossistema.
A primórdio, destaca-se que o uso de carne ocorre por uma questão cultural. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o sexto país do mundo que mais nutre-se com alimentos de origem animal. Nesse contexto, percebe-se que a comunidade não deixa os ‘’velhos’’ costumes. Entretanto, é de extrema importância ter conhecimento sobre as consequências da produção. Dessa forma, é preciso que a população seja conscientizada.
Ademais, vale ressaltar que todos merecem ter o meio ambiente ecologicamente estável, conforme o Art. 225 da Constituição Federal de 1988. Porém, a grande demanda de fabricação desequilibra o ambiente. De acordo com filósofo Heráclito Éfeso, ‘’nada é permanente, salvo a mudança’’, ou seja, todavia, ainda há esperanças de uma modificação nas convenções alimentares. Desse modo, é necessário que o Estado tome atitudes.
Diante dos fatos mencionados, entende-se que o Poder Público deve tomar providências capazes de atenuar a problemática do consumo de carne. Nesse sentido, urge que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, mude os cardápios escolares, retirando a proteína animal e disponibilizando refeições com legumes e verduras, por meio de projeto de lei entregue à Câmara de Deputados, com o intuito de incentivar os jovens se tornarem veganos ou vegetarianos. Dessarte, espera-se, com essa medida, ter novos hábitos alimentares e preservar o meio ambiente.