O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 13/11/2020
A demanda global por carne está crescendo, particularmente na China e Índia, onde podemos ver um aumento de oitenta por cento no setor em dois mil e doze, graças ao surgimento de uma nova classe média (fenômeno também observado no Brasil). A partir dos anos mil novecentos e cinquenta, a produção e consumo de carne no mundo industrializado aumentou radicalmente. De um modo geral, o consumo parece ter estagnado. Nos Estados Unidos, a queda foi de nove por cento entre dois mil e sete e dois mil e doze, graças às novas tendências alimentares e o aumento da preocupação das pessoas com a origem da carne.
A produção de carne de aves para consumo tem aumentado consideravelmente. Até dois mil e vinte, a produção chinesa deve crescer trinta e sete por cento; a brasileira, vinte e oito por cento e, nos Estados Unidos, dezesseis por cento. Na Índia, é esperado um consumo dez vezes maior, chegando a dez milhões de toneladas até dois mil e cinquenta.
O assunto é polêmico. Há quem diga que não existe nada mais triste que comer sem carne. Outros consideram a mortandade de animais para consumo uma insanidade. ONG apresenta dados que mostram o quanto este assunto é difícil de digerir. A Fundação Heinrich Böell e a ONG Friends of the Earth acabam de lançar o Atlas da Carne. Este é um panorama ilustrado das tendências globais de consumo de carne. O estudo é sério, mostrando a situação em todo o mundo ao reunir informações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Organização Mundial de Saúde e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), entre outros.
A produção de proteína animal tem um efeito devastador sobre o meio ambiente. No Brasil, só a pecuária é responsável por pelo menos sessenta por cento do desmatamento da floresta amazônica e por boa parte das emissões dos gases de efeito estufa. É por isso que uma das formas mais eficientes de proteger o planeta é repensar os hábitos de consumo e reduzir a ingestão de alimentos de origem animal.