O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 16/11/2020

O filme baseado em fatos dirigido por Mick Jackson e lançado em 2010, chamado Temple Grandin, retrata história de uma jovem com autismo, que consegue lidar com sua doença e cursar zootecnia. Ela revolucionou o manejo de gado nos Estados Unidos, desenvolveu inúmeros projetos para o tratamento racional e digno dos animais em fazendas e abatedouros. De forma análoga, observa-se na atualidade, a luta dos movimentos à favor dos animais, e em prol da diminuição do consumo produtos de origem animal. Entretanto, o a criação de gado, porcos e galinhas tem aumentado amplamente, nos últimos anos, o que faz com se torne necessário discutir sobre o impactos do consumo da carne para o meio ambiente.

A priori, devido à degradação causada pelo consumo de carne, ao meio ambiente e às próprias espécies animais, os grupos que se empenham da proteção dos animais, buscam formas adequadas de criação e diminuição no consumo de alimentos de origem animal nas refeições, como o veganismo e o vegetarianismo. Segundo especialistas em nutrição, é possível manter uma alimentação saudável mesmo com a redução ou sem consumir carne, desde que a pessoa substitua por outras fontes de proteínas na sua dieta. Nesse sentido os efeitos da utilização massiva de carne como fonte de proteína podem ser atenuados com a redução do consumo deste produto, além do fato, de que a Constituição Federal, promulgada em 1988, em seu artigo 225, garante “ser incumbência do Poder Público, proteger a fauna e a flora, vedadas na forma de leis práticas que coloquem em risco a sua função ecológica, que provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade” por isso o Estado deve realizar medidas cabíveis para atenuar a exploração e a crueldade contra os animais no país.

Ademais, a criação de gado, porco e frango para abatimento e consumo, gera impactos ambientais, como o desmatamento na Amazônia para implementação da pecuária, contribuição na destruição da camada de ozônio pelo gás metano emitido pelo boi e o gasto excessivo de água. De acordo com pesquisadores do museu de história natural,  80% do desmatamento na região amazônica é decorrente da atividade pecuária. Sob esse prisma, o impacto ambiental, fruto da produção  de carne, põe em risco a maior floresta tropical do mundo e inúmeras espécies da fauna e flora dessa região.

Portanto, para que não haja maiores destruições em função do consumo excessivo de carne, o Governo Federal deve criar legislações mais severas, com punições àqueles que praticarem crueldades com os animais e desmatarem ilegalmente para implantar criações de animais, e também promover benefícios aos produtores que realizarem tratamento adequado nas criações. Espera-se com isso, que a sociedade possa manter o meio ambiente equilibrado, com respeito as demais espécies aqui presente