O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 16/11/2020

O consumo de carne, ao contrario do que muitos pensam, é algo cultural e não nutricional. A demanda por esse alimento tem crescido de formal progressiva nos últimos anos, fazendo com que os criadores de animais de abate buscassem expandir seus terrenos de criação, contribuindo para a devastação de florestas, além da criação de alguns animais contribuírem para o aquecimento global.

Comer menos carne ajuda a salvar a floresta Amazônia. Segundo dados da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), 80% do desmatamento na região amazônica é em decorrência das atividades pecuárias, isso ocorre devido a crescente demanda de carne fazer com que os espaços para a criação dos animais precisem ser ampliados, colocando a fauna e a flora local em riscos de extinção.

A criação de animais além de ser influenciada pelo aquecimento global é responsável por parte dela. Segundo a Embrapa, estima-se que um boi adulto no pasto produz, anualmente, 1,7 toneladas de CO2 equivalente, pois o que ele emite é metano, o que equivale a emissão de um carro que rode 13 Km por dia por um ano, logo, é perceptível que, a atividade econômica em questão libera gases de efeito estufa (GEE) em uma quantidade equivalente ao setor de automóveis.

Contudo, tendo em vista os argumentos apresentados, torna-se evidente a necessidade de intervenção, através de parcerias entre cientistas e nutricionistas, para a criação de uma carne sintética que tenha as mesmas características da carne animal, como sabor, cheiro, aparência e textura mas com as vantagens de necessitar de menos espaços para sua produção e liberar menos gases de efeito estufa, diminuindo os danos ambientais causando por essa cultura.