O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 26/11/2020

Desde a pré-história e o descobrimento do fogo, o homem caça e abate animais para fins alimentícios. Essa prática milenar perpetuou-se até os dias atuais, com inúmeras modernizações, que garantem o consumo a bilhões de pessoas. Contudo, é de extrema relevância a discussão deste assunto, pois a produção de carne gera inúmeros impactos ambientais, além de que seu consumo em excesso faz mal para a saúde.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que é recomendável ingerir entre 300 e 500g de carne vermelha por semana. Caso alguém coma mais que isso, existe um risco de desenvolver cânceres, devido à quantidade de colesterol presente no alimento. Muitas pessoas não estão cientes disso, principalmente brasileiros, que possuem o costume de realizar churrascos com carnes muitas vezes gordurosas e mal cozidas, tornando o consumo ainda mais danoso à saúde.

Outrossim, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), dez mil litros de água são consumidos na produção de um quilograma de carne, o equivalente a cerca de 75 banhos. E, como se não bastasse, a criação de gado e outros animais causa o desmatamento de milhares de quilômetros quadrados. Com isso, é necessária uma contenção no consumo diário desse alimento, afinal existem outras fontes de proteína.

Portanto, é imprescindível que o Estado veicule propagandas, por meio de anúncios televisivos e outdoors em lugares públicos, que explicitem os problemas ambientais causados na produção de carne, a fim de estimular as famílias a substituírem esse alimento, em algumas refeições, por outras fontes de proteínas, como a soja e outros vegetais. Dessa maneira, as florestas preservar-se-ão e a água não ficará escassa em um futuro não muito distante.