O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 04/12/2020
Assim como a cultura do automóvel, a cultura da carne é alvo central no atual sistema econômico, símbolo de um processo civilizatório baseado na propriedade e na crença da superioridade humana sobre todas as outras formas de vida. Ademais, é factual que o consumo excessivo de carne é um hábito insustentável tanto para a saúde da população, quanto para o meio ambiente e precisa ser debatido.
Em primeira análise, a discussão dos hábitos alimentares é de extrema importância, visto que o Brasil tornou-se o maior produtor de carne do mundo, resultado de uma cultura de consumo excessivo desse alimento. Nesse viés, no documentário “What the health” é apresentado como a alimentação pode prevenir e converter enfermidades, paralelamente, é factual que a sua consumação demasiada pode acarretar diversas doenças, tais como o câncer do colo e do reto e problemas cardiovasculares. Dessa maneira, além dos danos ocasionados pelo alto nível de colesterol e sódio, o uso indiscriminado de hormônios e aditivos químicos, presente nesse produto, prejudicam ainda mais quem o possui como fonte principal de proteína. Assim, são urgentes novas tendências nutricionais a fim de reduzir esse impasse.
Em segundo plano, a produção de carne é maior que o consumo, essa indústria não alimenta só as pessoas, mas também a necessidade consumista da cultura da fartura, o que ocasiona diversos problemas ao planeta. Nesse plano, pouco se discute a respeito da origem desse alimento e os malefícios provocados por ele, tais como a emissão de dióxido de carbono, queda biodiversidade, além dos impactos provocados pela expansão do agronegócio e pela disputa do cerrado. Dessa forma, o consumo excessivo de carne é extremamente problemático, pois além dos animais que são utilizados seres senciente, a pecuária gera mais gera gases de efeito estufa do que todo o sistema de transporte junto e é responsável por 80% do desmatamento da Floresta Amazônica, segundo a ONU. Diante disso, é notório a importância do consumo consciente e a busca por novos hábitos alimentares mais sustentáveis tanto para os seres humanos, quanto para o meio ambiente.
Destarte, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Portanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com a Mídia, visto o seu alto poder coercitivo sobre a sociedade, promover campanhas e movimentos a respeito dos impasses ocasionados pela consumação exacerbada de carne e as consequências que esse alimento pode acarretar, tanto para a sociedade, quanto para o meio ambiente. Tal proposta a fim de promover um consumo consciente e o debate sobre os riscos da provocados por esse produto.