O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 10/12/2020

“O consumo de carne pode parecer um ato banal, mas ele interfere diretamente na saúde, no meio ambiente e no bem estar dos animais”. Esse trecho, do documentário brasileiro produzido pelo Instituto Nina Rosa (INR) aponta para a importância de os assuntos acerca do consumo de carne serem debatidos como um fator social no cenário hodierno. A agropecuária é muito valorizada no Brasil, mas é sabido que problemas como: camada de ozônio, fome e distribuição de renda têm como a base para solução o déficit do hábito alimentar carnívoro. Sendo assim, entende-se que essa é uma problemática que deve ser solucionada, seja por órgãos governamentais, seja por ações midiáticas.

A princípio, é importante ressaltar que o consumo de carne é um problema social e que deve ser questionado pela sociedade como um todo. Segundo a ONU, o agronegócio foi responsável por mais de 70% do desmatamento, uma vez que a demanda de pastos foi expandida para criação de gado com finalidade alimentícia. Sabe-se que essa expansão foi o principal fator colaborativo para a perda das florestas nativas da América Latina, sendo assim, o fator dominante do desmatamento. Nesse contexto, no que concerne aos hábitos alimentares, especialmente no Brasil onde 80% do desmatamento está diretamente relacionada com a conversão de terrenos em pastos, configura-se uma entrave para o desenvolvimento ambiental e social.

Faz-se pertinente, ainda, salientar que o bem estar dos animais é uma pauta que deve ser colocada em questão. A ineficiência midiática para exposição do processo de produção de carne é a principal entrave para o sofrimento animal no mercado alimentício. No documentário “A Carne é Fraca”, supracitado anteriormente, nota-se como é a produção de carne e a crueldade da indústria. Durante o processo, alguns animais sentem muito medo e estresse, devido ao tipo de nutrição que receberam, o manejo das fazendas, o transporte e o sofrimento na espera para o sacrifício. Esses sentimentos fazem com que os animais liberem uma substância tóxica que altera a qualidade da carne enviada para o mercado, e isso ocorre sem restrições devido a falta de informações proporcionadas pela mídia.

Por fim, nota-se que são necessárias medidas cabíveis para reverter essa situação. Cabe, ao Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, a partir de investimento e estudos, a expansão de leis ambientais que multem e confisquem bens de quem produz em áreas desmatadas, a fim de diminuir o desmatamento ambiental. Além disso, são necessárias ações midiáticas que, a partir de propagandas e comerciais, mostrem a realidade da indústria carnívora e a crueldade por trás disso, com a finalidade de fornecer informação à sociedade, para que assim, o consumo de carne seja consciente e sofra uma queda brusca.