O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 07/12/2020
Predomina-se ainda no Brasil duas convicções errôneas sobre o problema de hábitos da saúde alimentícia: a de que o consumo deve ser conscientizado pelos problemas ambientais e o debate de tais costumes à alimentação na sociedade atual. A educação pública proporciona o descumprimento de uma disciplina básica que é estabelecida desde a juventude, já que o mercado consumidor relacionado a produtos de origem animal necessita crescer (bovinos, suínos e ovinos).
Segundo dados do Ministério da Saúde, a obesidade cresceu quase 60% no país em dez anos, passando de 11,8% em 2006, para 18,9%, em 2016. Tais taxas vêm aumentando devido aos maus hábitos de origem da rotina trabalhista, e como consequência, a falta de tempo torna os fast-foods mais beneficiados ao “rápido e fácil”, aumentando a demanda global de carne em países com mais atividades de ocupações profissionais. De acordo com a ONU, o planeta contará com quase dez bilhões de habitantes até 2050, e para equilibrar tal demanda pelo uso da carne, o resultado será o desastre total das florestas, solo e água pelos avanços pecuários. Um dos grupos sociais mais afetados pelas influências a tais alimentos são crianças e jovens que desde cedo são levados a ingestão e a má educação pelas mídias indústrias famosas ao gosto de produtos com a alta demanda das carnes, levando à obesidade e problemas cardiovasculares.
Em vista dos argumentos apresentados, fica clara a evidência de que a alimentação social deve ser tratada desde já, portanto cabe ao Governo brasileiro criar leis para fiscalização da qualidade dos alimentos, aliado à mídia através da diminuição de propagandas tendenciosas em relação aos produtos que necessitam de mais informações nutricionais. Somente através da conscientização coletiva que este problema poderá ser amenizado, para que assim tenha-se um equilíbrio de menos impactos mundiais futuros.