O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 07/12/2020

“Enquanto o ser humano for implacável com as criaturas vivas, ele nunca conhecerá a saúde e a paz", como dizia Pitágoras, primeiro filósofo á criticar o consumo de carne. Em contrapartida, atualmente cerca de 81% da população brasileira consome carne, providas normalmente de, porcos, bois, aves e etc. Abaixar os preços de produtos veganos e vegetarianos e prover mais visibilidade aos maus-tratos que os animais estão sujeitos, seriam propostas de intervir no aumento do consumo de carne dentro da sociedade.

Condições extremamente precárias de vida, além dos maus-tratos constantes, são coisas que os animais presenciam e vivem todos os dias.  A tortura de animais no setor alimentício é muito intenso. Cerca de 4 milhões de porcos por dia, 26,4 milhões de bovinos a cada ano, e 7,6 milhões de aves por hora são mortos para virar alimento. Além disso, a agropecuária é responsável por 10% e 12% das emissões de gases do efeito estufa, que atuam diretamente no aquecimento global, de acordo com dados publicados pelo Fórum Econômico Mundial.

Outro grande dificultador da diminuição do consumo de carne é o preço de produtos veganos e vegetarianos. O movimento vegano no Brasil é falho e, pessoas que não tem dinheiro suficiente para manter esse movimento social contínuo, infelizmente se adaptam á uma dieta carnívora. Transformando o veganismo em apenas um nicho de consumo, viáveis apenas para pessoas privilegiadas.

Para concluir, fornecedores de produtos veganos e vegetarianos devem abaixar o preço de seus produtos, deixando-os mais viáveis para a população independentemente de sua condição financeira. O governo também deve prover mais visibilidade aos maus-tratos que os animais do setor alimentício sofrem, além de impor um máximo de animais dentro dos currais e pastos, diminuindo assim, a emissão de gases do efeito estufa e conscientizando a população da crueldade com os animais.