O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 08/12/2020
O filósofo grego Pitágoras disse: “Enquanto os humanos forem criaturas vivas inflexíveis, eles nunca conhecerão a saúde e a paz. Enquanto os humanos continuarem a matar animais, eles continuarão a matar uns aos outros. Na verdade, aqueles que matam e sofrem não podem colher alegria e amor”. Essa frase mostra que a crítica ao consumo animal não é contemporânea, pois pode ser discutida em outra época. Atualmente, esse hábito do consumo exagerado de carne não só agrava problemas de saúde para a população, mas também traz consequências para o planeta.
O livro “Epidemiologia, Saúde Global e Escolha Pessoal” mostra a relação entre surtos de doenças e a produção e consumo de proteína animal nas últimas décadas. De acordo com a autora Cynthia Paim, a maioria das doenças emergentes e reemergentes vem dos animais. “Quanto maior o consumo, mais sistemas reprodutivos são necessários e quanto maiores as populações animais, portanto, é mais provável que esses eventos ocorram nessas populações”.
Segundo dados da ONU, até 2050, o planeta terá 9 bilhões de habitantes. Se for seguir o mesmo padrão atual de consumo para atender a demanda por carnes, o resultado será a destruição completa das florestas, da água e do solo para pecuária. Além disso, a produção de carne é responsável pela emissão de gases poluentes e acelera os efeitos do aquecimento global.
Portanto, pode-se concluir que, enquanto a produção e o consumo de carne não diminuírem, o meio ambiente e a saúde das pessoas continuarão sofrendo as consequências. Logo, o governo deve trabalhar junto com o Ministério da Educação para desenvolver um projeto de conscientização aos alunos e as famílias através de palestras em escolas, para reduzir o consumo de produtos de origem animal. Com a população ciente das consequências desse ciclo, o Brasil reduzirá o consumo e a produção de carnes.