O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 15/01/2021
O documentário “Cowspiracy”, presente na plataforma de straming Netflix, oborda o consumo de carne e os interesses econômicos em ecobrir, tanto a divulgação de importantes dados a respeito dos maléfícios que essa proporciona ao organismo humano e ao meio ambiente, quanto a realidade cruel que os animais de abate vivenciam. Expondo, portanto, uma discussão imprecindível quanto aos reais danos à saúde acarretados por esta prática e a hipocrisia moral a qual esconde. Visto que, na sociedade contemporâne a ingestão deste alimento cresce vertiginosamente.
A priori, é relevante pontuar que, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o consumo de embutidos e processados, comercializados amplamente na atualidade, aumenta a probabilidade de câncer, doença imprevisível e silenciosa que pode levar a morte. Outrossim, a utilização em massa de antibióticos em animais destinados ao abate, e o possível desenvolvimento de superbactérias trazem consequências incertas para aqueles que deglutem a matéria morta desses bichos. Portanto, o consumo de carne concebe um grande risco para o bem estar dos seres humanos, sob o ponto de vista do físico Albert Einstein: “Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivencia da vida na terra quantoa evolução para uma dieta vegetariana”.
Em seguida, é válido pontuar que a perversidade velada presente no ato de confinar animais em espaços que malmente permitem a locomoção, e super alimenta-los, com o objetivo de que alcancem o peso de um adulto, quando ainda estão em fase de crescimento, para em fim matá-los, em muitos casos de forma horrenda, demonstra a duplicidade ética dos seres huamanos. Assim como abordado no livro “Porque amamos cachorros, comemos porcos e vestimos vacas” da escritora Melanie Joy, que aborda a têndencia contrária, presente no corpo social, de proteção aos animais, quando se tratando das espécimes criadas para o consumo humano, apesar de todos possuirem sentimentos e sofrerem de forma similar aos humanos.
Em suma, tendo com propósto conciêntizar os cidadãos a respeito dos prejuizos ao bem estar que a deglutição de carne pode causar, cabe ao Ministério da Saúde apresentar ao legislativo uma proposta de lei, que determine a obrigatoriedade de disponibilizar em todas as embalagens contendo esse alimento, observações a respeito dos riscos de consumi-lo. Ademais, convém oa Ministro do Meio Ambiente propor a revisão das definições de crime de maus-tratos a animais, presente no art 32 de da lei de crimes ambientais, para que este abranja os de corte, impondo limites rigorosos para a criação e abate. Destarte, os citadinos poderam escolher de maneira consciente as práticas alimentares que se equiparam a seus valores éticos e os animais serão menos lesados.