O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 09/02/2021
De acordo estudos anatômicos, o ser humano é onívoro, ou seja, sua alimentação é composta de vegetais e proteínas. Contudo, na atualidade, muitos movimentos, como o veganismo, afirmam que as pessoas não necessitam de carne para possuir uma dieta saudável. Segundo essa corrente, a adoção de uma alimentação herbívora é mais vantajosa, uma vez que produtos de origem animal, além de causarem prejuízos ao meio ambiente, também pode contribuir para o surgimento de doenças. A princípio, nota-se que a pecuária acarreta em malefícios a natureza, como desmatamento. Destarte, consoante Hans Jonas, em seu livro “O princípio responsabilidade”, para se realizar uma ação ética, precisa-se imaginar suas consequências individuais, coletivas, imediatas e a longo prazo. Todavia, a sociedade não segue o fundamento do filósofo, conse-quentemente não pensa que cortar a vegetação nativa para construir pas-tos irá de alguma forma impactar o futuro. Conforme dados do Sirad X, sistema de monitoramento da Rede Xingu +, cerca de 500 árvores são derrubadas a cada minuto nessa região, um número preocupante. Outrossim, a ingestão excessiva de carne faz mal a saúde, visto que corrobora para o aparecimento de uma série de problemas. Diante desse exposto, nota-se que para Hipócrates, médico grego, o alimento deveria servir como um remédio, logo, não deveria-se comer algo prejudicial. Por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a carne ver-melha no grupo 2A do ranking dos agentes cancerígenos, ou seja, apesar das evidências limitadas, provavelmente é um causador dessa doença. Portanto, com o objetivo de combater os danos causados pela dieta adotada pela maioria da população, faz se necessário que o Ministério do Meio Ambiente em colobaração com o da Saúde organizem ações socioeducativas. Dessa forma, por intermédio de campanhas nos meios midiáticos, como televisão e rádio, e palestras em escolas, ministradas por especialistas, que visem alertar sobre o perigo inerente a esse tipo de alimentação, será possível diminuir os seus impactos.