O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 12/02/2021
No início dos anos 90, nos Estados Unidos disseminou a doença da vaca louca, doença que afeta o sistema neurológico humano, os indivíduos contrairam o vírus através do consumo do animal contaminado. A partir desse evento, começa um forte debate sobre a real necessidade do consumo de carne entre os seres humanos. Assim, apesar do avanço na engenharia de alimentação, em que a manipulação de suplementos pode atualmente suprir a necessidades de vitaminas essenciais, dispensando o consumo de carne, por outro lado nem todos possuem acesso a esse tipo de suplementação de alto custo.
Primeiramente, segundo dados do Conselho de Nutrição, a procura por dietas relacionado ao baixo consumo de carne ou restrição total aumentaram, esse fato pode ser verificado com alta de produtos com suplementos nutricionais no mercado e lojas direcionados a dieta vegana e suas descedentes. Assim, a preocupação com os hábitos alimentares não basea-se apenas na questão nutricional, muitos simpatizantes da dieta sem carne, também possuem foco na questão ambiental. E evidente que, quanto maior a demanda por carne proporcionalmente maior sera o desmatamento para a criação de gado e por consequencia aumento da emissão do gás metano agravando o problema do efeito estufa.
Ademais, o alto custo dos produtos que suplementam uma dieta restrita ao consumo de carne, ficam restritos a uma pequena porção da população com condições financeiras. Por exemplo, esses suplementos são essenciais e fazem falta para os veganos, o corpo humano para metabolizar perfeitamente necessita de vitaminas como a B12 e o ferro tipo heme, tais vitaminas são somente encontradas naturalmente em carne de origem animal, - como carne de boi, vísceras ou ovos-, que possuem baixo custo e é de fácil acesso. Entretanto as vitaminas na forma sintetizadas é de alto custo, por isso manter uma dieta sem carne , pode ser cara.
Portanto, é relevante discutir os hábitos alimentares, pois a alimentação é uma questão também ambiental e não somente de escolha social. Posto isso, cabe ao Ministério Ambiental, verificar áreas que estão sendo desmatadas para a criação de pastos, especialmente na parte da amazonia, pois com constante vigilancia pode-se evitar o aumento do aquecimento global. Além disso, o Ministério da Indústria e comércio devem procurar diminuir os altos preços dos impostos dos produtos referentes a suplementaçao alimentar.Dessa forma, todos que desejam parar com o consumo de carne, estarão com condições financeiras de adquirir suplementação essencial e não apenas os de alto poder aquisitivo.