O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 17/03/2021

Nos dias atuais, uma nação considerada grande é aquela que possui quantidades significativas de capital, influências econômicas, PIB e desenvolvimento humano; para o pacifista indiano Gandhi “a grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados.” Por esse conceito, as pátrias consideradas colossais seriam ínfimas, tendo em vista o aumento demasiado do consumo animal, onde estes são submentidos a tortura e ao sofrimento contínuo. Além disto, o impacto ambiental e os hábitos alimentares na sociedade atual causados por tal consumo podem ser conceituados como devastadores aos cidadãos. Torna-se, portanto, fundamental compreender as causas, consequências e possíveis soluções dessa conjuntura.

A princípio, pode-se ressaltar os impactos na saúde dos que têm a dieta baseada no consumo animal excessivo. Segundo o Ministério da Saúde, a obesidade no Brasil cresceu 60% nos últimos dez anos; o aumento dessa taxa é uma preocupação mundial, pois o surto epidêmico da doença é conpíscuo universalmente. As causas dos maus hábitos alimentares têm diversas origens, como a rotina trabalhista, onde a falta de tempo torna o “fast food” beneficiado ao “rápido e fácil”, aumentando assim, a demanda global de carne em 80% nos países de maiores ocupações profissionais. O famoso compositor brasileiro Cazuza escreveu em uma de suas conções: “eu vejo o futuro repetir o passado”, fazendo uma alusão à Revolução Industrial, que foi o ponto de partida para grandes mudanças nas atividades produtivas e desastres ambientais, aumentando atualmente pelo alto consumo alimentício.

Ademais, vale mencionar o efeito da demanda de carne animal sobre florestas, solo, e água, devido os avanços pecuários. A produção de carne é responsável por parte da emissão de gases poluentes na atmosfera, acelerando a decorrência do aquecimento global; além de impactar nos reservatórios de água e na poluição do solo. Citando ainda o poderio dos humanos em vidas que não lhes dizem respeito, torturando animais de forma avassaladora até a morte, corroborando assim a afirmação de que o homem é o parasita do boi. Desta forma, a circunstância atual não pode perdurar na sociedade.

Depreede-se, portanto, a necessidade de combater este cenário. Para isto, é de mister que o Ministério da Saúde por métodos publicitários informem a população da importância do consumo consciente e de dietas vegetarianas, além de implementar na grade educacional programas que compreendam tal importância, por intermédio da alimentação saudável durante o período escolar com a finalidade de salientar as boas consequências de tais atos. Assim, consolidar-se-á uma nação solidária que, conforme o pensamento de Gandhi, terá excelência em seus feitos e será considerada uma grande pátria.