O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 11/03/2021

O desfrutamento de bens e serviços, desde a Antiguidade, é visto como um sinônimo de condição monetária e influência social elevadas. Nesse sentido, a Idade Média não se contrapôs, sendo uma época na qual se entendia que uma dieta que incluísse um produto de valor elevado, como a carne, pertencia a uma pessoa de poder. Com isso, a visão desse alimento ser associada a esteriótipos perdurou, esses não mais exclusivamente sociais, como também nutricionais, além de afastar do público a percepção de seus impactos, como a escassez alimentícia mundo afora.

Diante desse cenário, o consumo carnívoro é um produtor de uma alimentação equivocada e insuficiente, uma vez que traz um ideal ilusório de totalidade que prejudica a nutrição popular. Isso pode ser explicado pela atribuição de pessoas de baixa renda, logo baixa escolaridade, de que é a peça é suficiente nutricionalmente para manutenção de seus corpos, contrariando o conceito biológico de que, para um organismo saudável, é necessária a ingestão de leguminosas e hortaliças, não só proteínas. No entanto, essa mentalidade esclarecida não é benéfica para as empresas agropecuárias fabricantes, que se aproveitam da desinformação para atrair mais compradores. Assim, a falta de ações para conscientizar esses consumidores pode acarretar em doenças ocasionadas por insuficiência de substâncias cruciais não encontradas nas peças de origem animal.

Além disso, fora a inconsciência sobre a real atribuição fisiológica, o público também sofre com o desconhecimento quanto a participação da criação bovina numa questão urgente: a fome. Apesar da elevada produção e sob promessas de auxílio no problema humanitário, realizadas na Revolução Verde, o nomeado pelo ramo geográfico modelo produtivo intensivo persiste com precificação elevada, ao tornar o acesso a um pilar básico da vida elitizado, permite-se  a falta de comida para uma parcela do povo. Então, contrariando sua anterior postura de combate à carência alimentar, a atual fabricação exarcebada destoa de um cenário de tantas pessoas sem acesso à tal matéria orgância gerada.

Depreende-se, portanto, a urgência de medidas para resolução da problemática. É mister que, no Brasil, a Mídia, através de uma parceria com o Ministério da Saúde, realize propagandas televisivas em rede aberta,  apresentadas por profissionais públicos, o balanceamento nutrólogo que os pratos cotidianos devem apresentar, para prevenção da saúde geral. Ademais, o Estado, por meio de subsídios, oriente a redução de preços no setor privado, assim como fornecimento de excedentes produtivos para indivíduos vulneráveis. Logo, prever-se-á a melhoria nos hábitos alimentares brasileiros, além de atenuar a alineação e a carência a eles agregados.