O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 03/05/2021

Desde a Pré-História, a prática da caça e o hábito de consumir carne estiveram presente no cotidiano dos humanos. Entretanto, com o passar dos séculos e décadas, os dias atuais chegaram e o consumo e a produção de carne tomaram proporções prejudiciais ao futuro da espécie. Os hábitos alimentares na sociedade atual, somados ao avanço descontrolado da pecuária, tornaram-se um grave problema para o ecossistema, pois acarretaram um grande avanço do desmatamento nas florestas e, consequentemente, o avanço do aquecimento global. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas com urgência, a fim de solucionar ou amenizar a problemática.

Vale ressaltar que, antes mesmo de a carne chegar aos pratos da população, há uma origem desse processo de chegada, ou seja, o ponto inicial em que se desenvolve a problemática: As pastagens para os animais. Segundo o estudo realizado em 2011 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INEP), cerca de 62% dos 719 mil quilômetros quadrados desmatados na Amazônia foram ocupados por áreas para atividade pecuária. Com isso, é evidente que a maior parcela do desmatamento da Amazônia provém do processo de produção de carne. Consequentemente, por falta de áreas florestadas, o aquecimento global cada vez mais ganha força e se torna uma ameaça ainda maior.

Em adição, devido a hábitos culturais, uma gritante parcela da população mundial consome carne diariamente. No Brasil, por exemplo, cerca de 81% da população tem o costume de consumir carnes. Portanto, aqueles que têm hábitos alimentares baseados no consumo de carne também são responsáveis pelas consequências. Logicamente, grandes produtores possuem grandes números de consumidores. Com isso, enquanto os grandes frigoríficos produzem quantidade imensas de carne, os consumidores do produto mantêm o ritmo. Logo, a população altamente consumidora completa o ciclo de produção da carne.

Sendo assim, é imprescindível e imediato que a população mundial, com evidência àquelas de nações que estão no topo da lista de maiores consumidores de carne, e o governo ajam contra o avanço do consumo de carne no mundo. Cabe ao governo tornar as leis ambientais mais eficaz e fiscalizações mais rigorosas, por meio de estudos de espaço geográfico, drones com câmeras e serviços militares que protejam essas áreas, a fim de limitar o avanço de áreas de produção dos grandes frigoríficos e, assim, controlar o desmatamento nas florestas. Por outro lado, cabe à população buscar conhecimento sobre a problemática existente e, com isso, conscientizar-se e mudar seus hábitos alimentares, visando a redução do consumo de carne, por meio de consumo de outros alimentos que supram a carência das proteínas oferecidas pelas carnes, como grãos e nozes.