O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 29/05/2021
O aumento do veganismo e do vegetarianismo no mundo tem levado a população mundial a refletir sobre os impactos que o consumo desenfreado de carne gera na sociedade. Nesse cenário, é evidente que as questões ética e moral diante do comportamento carnista não são as mais favoráveis, principalmente olhando pelo lado dos animais, que são vítimas das práticas e dos costumes humanos. Assim, se a sociedade não caminhar para uma mudança nos seus hábitos alimentares, os valores éticos e a vida no planeta Terra estarão em risco.
Em primeiro lugar, os animais não são escravos do homem e não devem ser explorados da forma como acontece. Isso porque, da mesma forma que os seres humanos, os ruminantes, porcos e galinhas são seres vivos e possuem sentimentos, sentem dor e afeto. Desse modo, suas vidas não deveriam se resumir ao saciamento dos desejos humanos. Se, possivelmente, os animais pudessem se defender e dizerem o que pensam, a realidade não seria nada menos que a do filme “A fuga das galinhas”, que retrata uma rebelião das galinhas contra a empresa de tortas de frango, o que demonstra suas insatisfações à maneira como são tratados.
Além do mais, já é comprovado que a pecuária é um dos principais fatores da devastação da natureza. Para a realização da atividade, por exemplo, grandes áreas florestais são desmatadas anualmente, inclusive áreas da floresta Amazônica, o que gera grandes interferências negativas nos ecossistemas, como o aumento do aquecimento global e a extinção de espécies pelo desparecimento de seus hábitats.
Portanto, a produção e o consumo de carne na esfera mundial têm sido problemas graves, tanto no âmbito social, como no ambiental. Dessa forma, cabe à sociedade repensar em seus valores e caminhar gradativamente à uma mudança de hábito, buscando diminuir o comportamento carnívoro, por meio da adoção das práticas veganas e vegetarianas. Certamente, a biosfera se manterá preservada por mais tempo, pela evolução coletiva dos valores e dos pensamentos.