O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 02/06/2021
No livro “A revolução dos bichos”, escrito por George Orwell, é retratada a história dos animais que habitavam a granja solar. Ao longo da trama, apresenta-se a forma com que estes animais eram criados durante toda a sua vida, para que no fim, fossem abatidos e comercializados. Fora da ficção, percebe-se que o universo alegórico criado por Orwell tem relação com a questão do consumo de carne na sociedade. Desta forma, este pode trazer grandes riscos a humanidade, no futuro, por conta da alta demanda de recursos que necessitaremos para suprir a criação destes animais quando a população mundial aumentar. Em tal problemática, não só certa tradição cultural, mas também o desconhecimento das consequências do consumo desenfreado por parte de grande parcela da população, corroboram para o agravamento de tal situação.
Em primeira análise, é importante destacar que a sociedade contemporânea já trata a carne como uma tradição cultural, assim, esta se torna algo que jamais deve ser retirado da mesa sem que se pareça com um crime. Desta forma, tal realidade se comprova em churrascos comumente realizados para comemorar datas ou conquistas pessoais, já que, estes ocorrem com certa frequência e estão arraigados à cultura da população. Visto isso, torna-se possível perceber a semelhança desta tradição com a cultura nacionalista que precedeu a Primeira Guerra Mundial na Europa, de tal forma que, como esta já causou percas irreparáveis à humanidade, aquela também tem potencial de causá-las.
Ademais, vale ressaltar a irracionalidade que precede o consumo da carne por parte da população, visto que, caso tal realidade problemática que segue seu consumo fosse conhecida pelas pessoas, uma parcela destas não o faria e o problema seria minimizado. Deste modo, certa fração da população não reconhece os problemas que são causados por sua ingestão, e, o faz de modo equivocado. Consequentemente, tal realidade se comprova na contruibuição deste consumo para a emissão de gases do efeito estufa (que é essencial à vida na terra) e desequilíbrio deste na atmosfera, em verdade, caso a maior parte da população tivesse conhecimento deste risco, sem dúvidas não faria o consumo exacerbado.
Portanto, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Urge que o Ministério da Educação juntamente às escolas, faça, por meio de verbas governamentais, campanhas, divulgadas por meio de mídias sociais, que expliquem aos alunos das escolas, e parcela da população, os riscos do consumo exacerbado da carne, e, incentivem seu consumo apenas em dias alternados, a fim de que as pessoas entendam os riscos do consumo e não mais o façam. Só assim, será possível criar uma sociedade que, no pior dos casos, consuma menos carne.