O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 06/08/2021
O documentário “Cowspiraçy”, da Netflix, apresenta para o público questionamentos em relação ao consumo desenfreado de carne no mundo hodierno. Nesse sentido, os hábitos alimentares que envolvam esse alimento devem ser discutidos, não só pelo aumento da população mundial, mas também pela preservação de áreas florestais. Dessa forma, analisar as causas dessa problemática se torna essencial para compreender o assunto.
Primeiramente, pode-se perceber que, com o passar do tempo, a produção de carne não conseguirá abastecer todo o mundo. Nesse contexto, o fato de, segundo a ONU, o planeta possuir nove bilhões de pessoas em 2050 exemplifica esse argumento, visto que o fornecimento desse produto não será suficiente para suprir a necessidade de todos os países de forma plena no futuro sem trazer prejuízos ao meio-ambiente. Desse modo, fica claro como a manunteção desse cenário poderá ser prejudicial, sobretudo se tratando de classes menos privilegiadas economicamente, uma vez que a carne, se nada for feito, irá se tornar um alimento muito mais caro e inacessível. Sendo assim, entende-se que devem ser realizadas ações para resolver esse impasse.
Além disso, o atual consumo de carne da população mundial intensifica a prática de desmatamentos. Dessa maneira, observa-se que o aumento de 74% das áreas de pasto na Amazônia, segundo o projeto “Mapbiomas”, sustenta a tese, haja vista que a pecuária necessita de uma área extensa para realizar suas atividades. Sob esse viés, fica evidente como o consumo desenfreado desse alimento será maléfico para as florestas mundiais, tendo em vista que a destruição desses biomas-como forma de fornecer pasto para o gado-acontecerá de forma acentuada, pois a necessidade será ainda maior. Logo, são necessárias atitudes para mudar esse cenário.
Portanto, para resolver essa problemática, medidas precisam ser tomadas. O Ministério da Agricultura, em parceria com o Ministério da Comunicação, deve realizar campanhas informacionais, por meio da verba da União, que incentivem a troca de carne por alimentos que também forneçam valor proteíco semelhante, como amendoins e amêndoas, a fim de mudar os hábitos alimentares da população positivamente. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Ministério da Justiça, deve aumentar a fiscalização dos desmatamentos ilegais na Amazônia, utilizando drones e ação policial intensa, sobretudo em áreas visadas pela pecuária, por meio de um projeto de lei enviado à Câmara dos Deputados, a fim de reduzir os prejuízos sobre o meio-ambiente. Dessa forma, com informação e fiscalização, o Brasil será uma nação cada vez melhor.