O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 23/10/2021

No longa-metragem “Okja”, da Netflix, retrata-se um futuro distópico impactado negativamente pela produção de carne, a qual causou o desequilíbrio das cadeias ecológicas. Nesse sentido, evidencia-se a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade contemporânea, sendo o consumo de carne uma problemática social. Posto isso, é cabível debater a contribuição desse modelo alimentar na intensificação de problemas ambientais e a emergência por modos alternativos de alimentação.

À luz dessa perspectiva destaca-se a colaboração da indústria frigorífica à catálise de problemáticas ambientais como responsável pela necessidade de se dialogar sobre os impactos dos modos de alimentação hodiernos. Dentro desse prisma, saliente-se os dados do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), os quais atestam o aumento exponencial do desmatamento da Floresta Amazônica, em 2020, com o objetivo de expandir uma pecuarista atividade. Nessa linha de pensamento, permite-se afirmar que o modo de alimentação carnívora contribui para o aprofundamento de complicações ambientais, como o aquecimento global, à medida que esses animais de abate gás metano durante o processo digestivo, o qual possui uma capacidade de reter, na Terra, o calor irradiado do Sol. Sendo assim, enfatizam-se os efeitos negativos decorrentes do consumo de carne ao meio ambiente e ao corpo social.

Além disso, denota-se a carência por uma forma alternativa de alimentação, com a finalidade de garantir a obtenção de proteínas, as quais tem a carne como principal fonte. Sob esse viés, ressalta-se o vegetarianismo, caracterizado pela não ingestão de alimentos oriundos de animais, como a carne, logo, essa é substituída por grãos, a título de exemplo, sem prejudicar a nutrição dos indivíduos. Nessa perspectiva, notabiliza-se a adoção desse modo alimentar como benéfico à manutenção das teias biológicas, à proporção que se reduz a alimentação carnívora e, consequentemente, a expansão da indústria frigorífica, causadora do desflorestamento amazônico. Dessa maneira, corrobora-se a adesão a meios alternativos de aquisição proteica como essencial ao equilíbrio ecológico.

Em vista do exposto, é mister ao Estado brasileiro a promoção de medidas que visem reverter o cenário instituído pelo consumo de carne. Portanto, cabe ao Poder Legislativo o enrijecimento da legislação ambiental, por meio da aprovação de um projeto de lei, o qual deverá ser elaborado com o auxílio de instituições de defesa ao meio ambiente, como o Greenpeace, com o fito de impedir o desmatamento da Floresta Amazônica, principalmente, pela indústria frigorífica. Por fim, cabe ao Ministério da Educação elucidar os discentes sobre os benefícios do vegetarianismo ao meio ambiente, por meio de palestras em salas de aula, as quais devem promover a participação ativa dos alunos.