O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 24/12/2021

No livro “Comer animais” de Jonathan Safran, o autor discorre sobre como a carne se integrou na alimentação e o seu consumo exarcebado na sociedade contemporânea. Nesse sentido, faz-se preciso, portanto, o estimulo de um debate acerca dos hábitos alimentares e o consumo de carne na atualidade. Sob tal óptica, é necessário a conscientização do impacto ambiental que a produção da carne possui e a ética por trás de seu consumo.

De acordo com Tolstói, enquanto existir abatedouros, haverá áreas de guerra e sofrimento. Analisando a afirmação do criador, é válido trazer o aspecto ético e histórico na carne na sociedade atual. O consumo da carne se torna uma questão social, quando inserirmos os temas tangenciais presentes na discursão, como a religião e costumes culturais. Nesse contexto, é possível abrir uma questão moral acerca de uma justificativa para o contínuo sofrimento e abate de animais.

Outrossim, o aspecto ambiental dessa problemática não é discutido o suficiente se levarmos em conta a sua significância. Sobre isso, é preciso destacar todo uma construção social acerca do consumo inquestionável da carna por variados motivos. Além de ocupar uma extensa parcela de terras, tem uma influência negativa na qualidade dos solos que esses animais são criados e aumenta as emissões de gases estufa. Em novo relatório com base na plataforma Modis, da agência especial americana (Nasa), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) informa que 71% das queimadas em imóveis rurais entre janeiro e junho de 2020 ocorreram para manejo agropecuário.

Em suma, é necessário que haja maiores discursões sobre os hábitos alimentares dos cidadões, principalmente do consumo da carne. Para tanto, é importante que as intutuições escolares de ensino básico e superior se comprometem a compartilhar mais informações sobre o tema e desenvolver um senso crítico dos seus alunos sobre a questão na atualidade. Esse projeto pode ser feito em conjunto com o Ministério da Educação (MEC), ONGs e ativistas que tratam da temática.